As polêmicas em torno de Filipe Martins revelam fissuras no sistema político brasileiro

por Leandro Mazzini
Publicado em 27/11/2024, às 12h00
Há um esforço imenso da Polícia Federal e do ministro-relator do inquérito dos atos antidemocráticos, Alexandre de Moraes, do STF, para evitar que Filipe Martins, o ex-assessor de assuntos internacionais de Jair Bolsonaro, deponha sobre a sua prisão. Ele ficou detido por seis meses após uma suposta tentativa de fuga para os Estados Unidos, informação nunca comprovada. A PF, há dias, chegou a informar que ele teria tramado uma fake news para fugir e enganar as autoridades, o que também não procede, segundo sua defesa. Um depoimento de Martins em sua defesa, no Congresso Nacional neste momento, seria um tiro contra o inquérito. Moraes negou pedido da Comissão de Relações Exteriores da Câmara para ouvir o ex-assessor. A Comissão havia aprovado requerimento do deputado Marcel van Hattem (NOVO-RS).
Na caserna, eles são tidos como heróis ou coniventes com o golpismo. O caso, de qualquer forma, marcou suas fichas nas Forças Armadas. Apesar de se livrarem do indiciamento da PF, o ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes, e o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, não deram voz de prisão a Jair Bolsonaro quando ouviram seus planos. Neste caso, teriam prevaricado.
Na condição de Secretário de Relações Internacionais do PL, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) apresentará Moção de Repúdio exigindo que o Brasil congele, imediatamente, toda a cooperação com a França e, mais, os programas de desenvolvimento de helicópteros e submarinos. É mais um episódio da crise Carrefour – que, apesar de recuar da decisão de não importar carne do Brasil, já abateu a relação.
Já são cinco as moções de repúdio apenas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara (CREDN), com o ataque desferido pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, contra o empresário e futuro secretário de Governo digital dos Estados Unidos, Elon Musk. Na CREDN chegaram ainda duas convocações para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se explicar a respeito.
A Petrobras vai ter uma importante troca de cadeiras, conta a rádio corredor. Apadrinhada de Jean Paul Prates, ex-presidente, a atual Gerente Executiva de Suprimentos, Marina Quindere, deve assumir a Gerência Executiva do Compartilhado, lugar de grandes contratos e que atende a toda empresa, com orçamento que vale ouro. Ela era ligada também ao ex-diretor financeiro Marcelo Caetano.
Neste mês da Consciência Negra, a Brasilcap tornou-se a 1ª companhia da Holding BB Seguros a assinar o Pacto de Promoção da Equidade Racial, iniciativa que contempla ações afirmativas em todos os níveis da gestão corporativa. “A Brasilcap tem quase 50% de mulheres e negros em postos de liderança. Equidade e diversidade são valores fundamentais”, diz Ernandes Macário, Executivo de Comunicação.
##Fernando Marques lança "Vivendo de brisa" dia 5/12 na Livraria da Travessa de Brasília. #Hospital São Francisco (RJ) alcança 2.500 transplantes renais pelo SUS em 11 anos. #Tássia Ginciene, da Organon, participa hoje do W20 em Brasília. #‘Artefatos de Sangue’, de Rebeca Luz, traz a luta de Nori por liberdade. #MultiMais estreia no Brasil visando R$ 5,5 mi no 1º ano com soluções sustentáveis. #Seguro Proteção Digital do Bradesco Seguros cresce 43% no 3º trimestre.
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