De honrarias internacionais a acordos comerciais, o Brasil redefine sua política externa

por Leandro Mazzini
Publicado em 13/12/2024, às 12h12
O PT quer impor regras de respeito aos direitos trabalhistas, direitos humanos e sindicais via Conselho do Mercosul. O Brasil aguarda, preocupado, a proposta de agenda da Argentina para o bloco, que presidirá o Conselho no 1º semestre de 2025. O presidente Javier Milei não nutre nenhuma simpatia pelo Mercosul e tentará flexibilizar as regras para que os países possam fechar acordos individualmente – forçando o Brasil a seguir o mesmo, se não quiser ficar de fora. Para piorar o cenário para o governo brasileiro, o presidente eleito do Uruguai, Yamandú Orsi, da Frente Ampla de esquerda, também defende essa mudança. O Uruguai insistirá em que o Mercosul abra negociações com a China, por entender que o acordo com os europeus não entrará em vigor tão cedo. A Coluna apurou que Orsi acredita que a França pressionará ao extremo para evitar a ratificação do tratado, enquanto Pequim não vê a hora de abraçar a região.
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados cassou na quarta (11) a Ordem do Cruzeiro do Sul concedida pelo presidente Lula da Silva (em outro mandato) ao “carniceiro de Damasco”, como era conhecido o ditador deposto da Síria, Bashar al-Assad. O Itamaraty tem outra posição. Entende que cabe à instituição, e não ao Parlamento, a concessão de honrarias. E que não há previsão de revogação das mesmas.
Futuro presidente do Parlamento do Mercosul, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) quer tratar do acordo de livre comércio recentemente concluído com a União Europeia. No início do ano ele criou, na Câmara, uma subcomissão para acompanhar as negociações, mas nenhuma reunião foi feita.
A regulamentação das .bet, que entraram forte no mercado brasileiro, e o “banho-maria” do Senado no projeto que oficializa os jogos de azar presenciais afastaram, por ora, a ânsia de magnatas dos cassinos americanos e europeus. Há, por enquanto, uma alta procura por terras praianas no Nordeste. E só. Pelo projeto com potencial de aprovação, esses cassinos, em regiões delimitadas, têm de ficar dentro de grandes resorts.
O Sudão, em guerra civil, trabalha para atrair empresas e investimentos. De acordo com o seu embaixador no Brasil, o diálogo entre os grupos paramilitares avança e o foco não é mais o presente, mas o futuro. O país conta com a tecnologia agrícola do Brasil para produzir em 85 milhões de hectares.
Estudo da Central de Inteligência Automotiva, do Grupo Oficina Brasil, indica que o setor de oficinas movimenta mais de R$ 60 bilhões por ano apenas em peças e lubrificantes. Cada oficina no País atende, em média, 123 veículos por mês e realiza compras anuais que ultrapassam os R$ 800 mil em peças. O estudo também revelou o tamanho do mercado de reparação automotiva e o impacto das oficinas no aftermarket.
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