Mesmo com pagamento em dia, sócios pedem direito a voto

Jair Viana Publicado em 10/07/2025, às 12h01
O Parque São Jorge vive mais um capítulo de tensão política. Uma decisão do Conselho Deliberativo, presidido por Romeu Tuma Júnior, está sendo denunciada como uma manobra deliberada para impedir sócios corintianos de votarem na possível volta de Augusto Melo à presidência do clube, gerando revolta e acusações graves.
O cerne da polêmica é a exclusão de dezenas de sócios que efetuaram o pagamento de suas mensalidades no dia 10 de julho, dentro do prazo legal de carência que se estende até o dia 15 de cada mês. Comprovantes de pagamento circulam nas redes sociais, atestando a quitação em dia. Apesar disso, esses sócios foram considerados inadimplentes e, portanto, inaptos para votar.
A suspeita recai sobre o critério utilizado para definir a lista de sócios habilitados. O Conselho Deliberativo, sob comando de Tuma Júnior, teria fechado a lista de votantes no dia 9 de junho, um dia antes do vencimento oficial das mensalidades (dia 10). Essa antecipação é vista como o elemento crucial da suposta manobra.

A pergunta que ecoa entre os sócios excluídos e aliados de Augusto Melo é direta: se o vencimento é dia 10, por que a lista foi congelada no dia 9? A coincidência temporal, em um momento crucial que pode definir o retorno do presidente atualmente afastado, alimenta a narrativa de um golpe político.
A decisão é amplamente interpretada como uma estratégia da oposição a Melo para reduzir artificialmente o número de eleitores potencialmente favoráveis à sua volta, restringindo a participação democrática no processo. Muitos torcedores e sócios classificam a ação como "antidemocrática" e exigem transparência total das ações do Conselho Deliberativo.
Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho e figura central na emissão da lista de sócios aptos, encontra-se sob forte pressão. O silêncio da entidade diante das denúncias e dos comprovantes de pagamento apresentados é visto por muitos como sintomático, aumentando as cobranças por explicações públicas e urgentes.
A revolta entre os sócios impedidos de exercer seu direito é palpável. Eles se sentem desrespeitados e vítimas de uma arbitrariedade que fere os estatutos do clube, já que cumpriram rigorosamente o prazo para manterem sua situação regular. O clima no Corinthians é de profunda desconfiança, com a torcida exigindo respostas e o respeito aos direitos dos associados, enquanto a disputa pelo poder no clube atinge um novo patamar de conflito.
Romeu Tuma foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos encaminhados.

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