Presidente do clube quer policial exclusivo, apesar da crise financeira

Jair Viana Publicado em 22/07/2025, às 17h07
Mesmo enfrentando uma das piores crises financeiras de sua história, o Corinthians, sob a atual gestão, acaba de abrir os cofres para uma contratação escandalosa: um policial exclusivo para garantir a segurança do presidente do Conselho, do presidente interino e do vice-presidente. O custo? R$ 28 mil mensais aos cofres alvinegros. E esse valor é apenas parte do problema — há dois meses, outros agentes também foram contratados com salários semelhantes, ampliando ainda mais a sangria de recursos.
Para piorar, a empresa de segurança que anteriormente prestava serviço ao clube foi dispensada, mesmo com o risco de uma multa milionária. A decisão, claramente tomada para atender a interesses particulares, escancara que a prioridade não é a saúde financeira do Corinthians, mas sim o conforto de uma diretoria que age como se o dinheiro do clube fosse infinito.
Enquanto isso, um ofício interno revela outra situação alarmante: Fernando José da Silva, funcionário operacional, recebeu autorização com poderes extraordinários por sete dias — incluindo acesso total a sistemas, contratos e até permissão para representar o Corinthians em negociações com terceiros. A assinatura do presidente Osmar Stábeli no documento levanta sérias questões sobre os critérios e a fiscalização na concessão de tais privilégios.
A torcida, que sempre sustentou o clube com paixão e lealdade, assiste indignada a mais um capítulo de má gestão. Enquanto o Corinthians acumula dívidas e o time sofre com a falta de investimentos, os responsáveis pela administração seguem protegidos por escoltas caríssimas e tomam decisões que aprofundam ainda mais o caos.
É hora de exigir transparência e responsabilidade. O Corinthians não pode ser tratado como propriedade privada de uma minoria privilegiada. O clube pertence à sua torcida — e é dela que deve vir a pressão para frear essa farra com o patrimônio alvinegro.

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