Diário de São Paulo
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De Olho na Cidade, por Fábio Behrend

Conheci de Renan Santos, o soco em Rubinho Nunes e 1 ano sem Cracolândia

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) - Foto: Reprodução/André Bueno/Rede Câmara
O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) - Foto: Reprodução/André Bueno/Rede Câmara
Fábio Behrend

por Fábio Behrend

Publicado em 15/05/2026, às 05h00


O pai do MBL

Renan Santos tem 42 anos de idade, foi criado na Mooca, é filho de um advogado e de uma psicóloga, ex-aluno da Faculdade de Direito da USP e começou a se envolver com política estudantil e organização de eventos na faculdade, que não concluiu. Fundou o MBL em 2014 junto com o hoje deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) e, com o aval do TSE em novembro do ano passado, fundou o 30º partido político brasileiro, o Missão, do qual é presidente e pré-candidato à Presidência da República.

Minhas impressões

Pra quem não conhece, caso de 75% dos eleitores, segundo a pesquisa Quaest dessa semana, ou não ouviu falar de Renan Santos, ele tem pouco freio na língua, parece uma metralhadora de ideias e fala num ritmo que, embora alucinante, é quase didático. Tem raciocínio rápido, resposta pra tudo e carisma. E nenhum problema em admitir que frases de efeito e provocativas, que viram cortes na internet, são sim uma estratégia para gerar engajamento.

Sobre isso, ele me disse que atualmente, com o exército digital que tem a seu favor, tanto faz se o engajamento for positivo ou negativo. Ele e suas ideias terão sempre defesa em maior número nas redes sociais.

Sabatina

Conheci Renan Santos durante a sabatina promovida pelo programa Arena Oeste, da Revista Oeste, convidado que fui pelo âncora Adalberto Piotto. A questão sobre o engajamento surgiu depois que ele afirmou, logo no início do programa, que Amapá e Paraíba são estados inviáveis economicamente e que o povo do Maranhão é tratado como animal.

Quando o indaguei sobre a fala poder ser considerada ofensiva e “virar corte”, ele reafirmou sua opinião e disse não ter pensado em viralizar. Mas foi antes do programa, na sala de reuniões, e depois, na saída do prédio na Av. Paulista, que pude falar com Renan sobre suas reais possibilidades de eleição.

Pesquisas e futuro

Renan contou que o Missão tem feito trekkings nacionais de pesquisa estimulada, onde ele aparece com 7% de intenção de votos, empatado tecnicamente com Romeu Zema, que tem 8%.

Em nenhum momento ele reconheceu ser missão quase impossível chegar ao segundo turno. “Se eu aceitar essa ideia, melhor parar por aqui”.

Perguntei a ele sobre a atuação parlamentar dos vereadores Lucas Pavanatto (PL) e Amanda Vetorazzo (União Brasil) e ele limitou-se a dizer que o União Brasil não honrou o compromisso de liberar Amanda para se filiar ao Missão.

“Eles não têm palavra, não cumprem acordos. Eles são o próprio DNA do Centrão”.

Não acredito que Renan Santos vá longe na eleição desse ano. Mas sairá dela mais maduro e mais preparado para outros voos. Ainda vamos ouvir falar muito de Renan Santos nos próximos anos.

Injustificável

Tão injustificável como o soco que o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) levou no rosto durante manifestação de estudantes no centro de SP foi a atitude do próprio vereador antes da agressão.

Rubinho gritou palavrões de dedo em riste, xingou e foi xingado, provocou e foi provocado, até levar um tranco por trás durante a confusão que criou. Vídeos mostram Rubinho perseguindo e depois chutando um manifestante que estava caído no chão.

O soco veio logo depois, quando Rubinho era contido por correligionários. Lamentável.

Grupo de Trabalho

O vice-governador Felicio Ramuth reuniu todo o time de técnicos do Governo do Estado e da Prefeitura que participaram da estratégia adotada para dar fim à Cracolândia.

O grupo que aplicou o “Protocolo Integrado de Ações Estratégicas nas Cenas Abertas de Uso” começou a trabalhar em janeiro de 2023 e deve permanecer na ativa por tempo indeterminado.

Fim dos aglomerados

Ramuth referiu-se à Cracolândia como “o maior aglomerado de usuários de drogas do mundo”. Traçou uma linha do tempo das ações desenvolvidas do início dos trabalhos até hoje e destacou abril do ano passado, quando o último aglomerado, na Rua dos Protestantes, foi totalmente desocupado, como o fim oficial da Cracolândia.

“Temos que celebrar mesmo, essa é uma equipe só, um grande time, com foco nas pessoas e no bem comum”, afirmou Ramuth.

Contato: [email protected]


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