Diário de São Paulo
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De Olho na Cidade, por Fábio Behrend

A batalha dos deliverys e o hub de jogos eletrônicos da prefeitura

A disputa entre liberdade econômica e a necessidade de segurança alimentar ganha destaque com a chegada de novos concorrentes ao mercado - Imagem: Reprodução | X - @jornal_opopular
A disputa entre liberdade econômica e a necessidade de segurança alimentar ganha destaque com a chegada de novos concorrentes ao mercado - Imagem: Reprodução | X - @jornal_opopular
Fábio Behrend

por Fábio Behrend

Publicado em 07/11/2025, às 07h14


Concorrente de peso

Com a chegada ao Brasil da chinesa Meituan, gigante global dona de uma das maiores empresas de delivery do mundo, a Keeta, que deve começar a operar por aqui até o final do ano, um assunto que andava meio parado deve voltar à tona envolvendo a Prefeitura de São Paulo e a Câmara Municipal.

Liberdade econômica x comida segura

A concorrente dos chineses por enquanto reina praticamente sozinha no mercado brasileiro. Atende mais de 65 milhões de pedidos por mês, tem um exército de mais de 200 mil entregadores em sua plataforma, mais de 300 mil restaurantes parceiros e nunca demonstrou interesse na adequação ou formalização de seus restaurantes e lojas às regras e ao cadastro da Vigilância em Saúde. Pelo contrário, sempre foi contra, em nome da “liberdade econômica”. Ou seja, para a empresa brasileira, quem vende na plataforma dela não precisa seguir o básico: as regras da Vigilância Sanitária.

Projeto no gatilho

Como mais opções de mercado para o consumidor é esperado também aumento do número de empreendedores fazendo comida em cozinhas caseiras, sem as condições ideais para a produção de refeições em escala comercial.Com isso, deve voltar a tramitar na Câmara Municipal o projeto de lei 564/2020, que prevê a obrigação da adequação das cozinhas às regras de higiene e multas pesadas para quem não cumprir as regras.

Detalhe

A empresa líder de mercado está instalada em Osasco, cidade que cobra menos ISS do que a capital e sempre resistiu aos convites para se instalar oficialmente por aqui, onde tem o maior faturamento.

SmartSampa do barulho

Final de semana com chuva e o barulho na Av. Paulista ficou dentro do recomendado pela OMS para ambientes urbanos, 55 decibéis. Justo quando a Frente Cidadã pela Despoluição Sonora passou a monitorar o ruído em toda a avenida. “Os sensores têm uma inteligência artificial que identifica a principal fonte de ruído e pode emitir alertas programados para emails e celulares. Nossa proposta é criar essa rede inteligente na cidade toda e ligar os alertas diretamente no PSIU, subprefeituras e GCM. Com tecnologia, podemos ter na questão da poluição sonora a mesma eficiência que o SmartSampa deu para a segurança pública em São Paulo”, afirma Marcelo Sando, coordenador do grupo.

Bonde do século 21

Pedro Martin Fernandes, da SP Urbanismo, avisa que ficou para a próxima semana a reunião executiva que vai começar a definir como, quando e exatamente onde será instalado o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) no centro da cidade. Não será a volta do antigo bonde, mas uma revolução urbanística de primeiro mundo, conectando modais e facilitando muito a vida de quem circula pelo coração da cidade.

Não é joguinho

Líbero Badaró, 425. Esse é o endereço do mais novo espaço público de formação profissional da cidade, inaugurado essa semana. O Hub Sampa Games é 100% gratuito, dedicado à capacitação e profissionalização de pessoas a partir de 16 anos em áreas como programação e design de jogos eletrônicos. Pra quem pensa que “são só joguinhos”, os números desse mercado impressionam. O Brasil tem pelo menos 115 milhões de jogadores e um mercado em plena expansão, que movimenta quase 15 bilhões de reais por ano (US$ 2,8 bilhões, de acordo com relatório da PwC). “Talvez as pessoas ainda não tenham a real percepção do que isso pode representar na vida das 720 pessoas que terão a oportunidade de fazer o curso que estamos oferecendo e de colocar suas habilidades em prática de uma forma que gere renda. Nós vamos transformar a vida de muitas pessoas”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes.

Enxada na mão

Acompanhado dos secretários Fabrício Cobra (Subprefeituras), Rodrigo Ashiuchi (Verde e Meio Ambiente) e do Cel. Marcelo Salles (subprefeito da Sé), Ricardo Nunes pegou na enxada para a plantar um pau-brasil de 15 metros no Pateo do Collegio. Foi o plantio número 120 mil só neste ano. Alexandre Luis Ortiz e João Edison Deméo, da Associação Viva o Centro, também participaram do evento. A árvore, cultivada no Viveiro Harry Blossfeld, em Cotia, foi trazida ao lugar onde São Paulo foi fundada numa operação delicada. O lugar que mais amo na cidade respira melhor a cada dia.

Contato: [email protected]


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