Com mudanças ousadas no esquema, entrada decisiva de Veiga e aposta em Allan, treinador demonstra liderança e visão tática excepcionais

Jorge Simonsen Publicado em 31/10/2025, às 16h04
O Palmeiras viveu uma noite memorável no Allianz Parque ao vencer a LDU por 4 a 0 e reverter a derrota por 3 a 0 sofrida em Quito, conquistando a classificação para a final da Libertadores. No centro dessa virada histórica esteve Abel Ferreira, que conseguiu transformar uma situação extremamente adversa em uma exibição de controle, inteligência tática e força coletiva.
Após o jogo de ida, ficou claro que o Palmeiras precisava de ajustes. Abel Ferreira deixou para trás o 4-1-3-2 mais defensivo de Quito, com Aníbal Moreno como volante de contenção, e apostou em uma formação mais agressiva e flexível no Allianz Parque. O time foi escalado em um 3-4-3, com Bruno Fuchs, Murilo e Gustavo Gómez na defesa, garantindo solidez e liberdade para que o meio-campo e os atacantes atuassem com intensidade.
O treinador português focou em dois pilares principais: controle da posse de bola e reorganização defensiva para suportar os contra-ataques rápidos da LDU. A estratégia funcionou perfeitamente. O Palmeiras ditou o ritmo da partida, evitando que o adversário explorasse o que havia sido tão eficaz no jogo de ida, enquanto avançava com segurança e objetividade.
Abel também apostou em jovens e peças estratégicas para mudar o jogo. A entrada de Raphael Veiga no segundo tempo trouxe criatividade e poder de finalização, enquanto o ponta Allan se destacou como referência de velocidade e movimentação ofensiva, desequilibrando a defesa equatoriana. Cada ajuste feito pelo treinador contribuiu para transformar o cenário adverso em uma vitória categórica.
Além do planejamento tático, Abel Ferreira teve papel decisivo na motivação do elenco. O time entrou no Allianz Parque com confiança e disciplina, sustentando a intensidade durante toda a partida. O estádio se tornou um verdadeiro caldeirão, com a torcida empurrando o time e intensificando a atmosfera favorável que Abel sabia aproveitar.
A virada por 4 a 0 não foi apenas resultado de talento individual, mas da liderança e visão estratégica de Abel Ferreira. O treinador mostrou que é capaz de corrigir erros, ajustar esquemas e extrair o melhor de seus jogadores mesmo diante de um cenário que parecia impossível. A classificação à final da Libertadores é uma prova da capacidade do técnico de transformar pressão em resultado e de comandar o Palmeiras em noites históricas.
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