Atual presidente do Corinthians acusa Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, de violar o estatuto do clube ao convocar uma reunião que decidiria seu destino à frente da presidência do clube

William Oliveira Publicado em 03/12/2024, às 10h07
O Conselho Deliberativo do Corinthians teve sua sessão de votação para o impeachment de Augusto Melo suspensa na última segunda-feira (2), devido a uma liminar emitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Inicialmente, a solicitação para suspender a votação havia sido negada pela Justiça, mas Augusto Melo interpôs recurso, alegando irregularidades processuais.
Melo acusa Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, de violar o estatuto do clube ao convocar a reunião extraordinária que decidiria seu destino à frente da presidência. Além disso, Melo argumenta que seus direitos de defesa não foram respeitados adequadamente: ele não teria tido oportunidade de apresentar sua defesa no prazo adequado, as acusações careceriam de provas concretas e haveria evidências obtidas de forma ilegal. O presidente também destacou a importância do parecer da Comissão de Ética do clube, que recomendava a suspensão do processo.
A decisão judicial que suspendeu a sessão foi proferida momentos antes do início da reunião, planejada para ocorrer no miniginásio do Parque São Jorge. A relatora Clara Maria Araújo Xavier, da 8ª Câmara de Direito do TJ-SP, enfatizou o risco de danos significativos caso a destituição fosse consumada sem um exame mais detalhado das circunstâncias.
Além disso, Xavier mencionou a recomendação do Conselho de Ética e Disciplina do clube em favor da suspensão do pedido de destituição. Embora a liminar impeça temporariamente a realização da reunião extraordinária, ela não elimina a possibilidade de uma nova convocação caso o recurso de Augusto Melo não seja acolhido.

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