Treinador disse que se arrepende de ter recusado o Timão em 2023 e criticou forma como deixou o clube carioca

Letícia Sales Publicado em 11/05/2026, às 12h35
O técnico Tite afirmou que se arrepende de não ter aceitado o convite para comandar o Sport Club Corinthians Paulista em 2023. Em entrevista divulgada nesta segunda-feira (11), o treinador também revelou frustração com a maneira como foi encerrada sua passagem pelo Clube de Regatas do Flamengo em 2024.
Durante a conversa, Tite reconheceu publicamente que tomou a decisão errada ao recusar o clube paulista após a saída da Seleção Brasileira.
“2023. E aí o que eu tenho que publicamente dizer é: desculpa, Corinthians. Eu errei. É assim, por uma questão afetiva, um clube que também na saída, no retorno… Se a gente pudesse rebobinar, volta: eu teria ido para o Corinthians. Porque eu não queria trabalhar naquele ano. Não queria”, declarou.
Sonho da Premier League influenciou decisão
O treinador explicou que, após a Copa do Mundo FIFA de 2022, acreditava que poderia assumir um clube da Premier League. Segundo ele, havia conversas avançadas com o West Ham United F.C., o que pesou na decisão de recusar o primeiro convite do Corinthians.
“Primeiro, foi o convite do Corinthians, que eu tenho um respeito e uma consideração muito grandes. Eu tinha uma possibilidade real de um clube da Premier League, que era o meu grande objetivo”, afirmou.
Mesmo após uma segunda tentativa do Corinthians, Tite manteve a decisão de não trabalhar naquele período. Meses depois, porém, acabou aceitando o convite do Flamengo após a saída de Jorge Sampaoli.
“Era a terceira vez que o Flamengo vinha atrás. Eu disse: ‘quero conversar’. E aí a possibilidade de eu ter um diagnóstico da equipe para depois trabalhar naquele final de temporada me convenceu”, explicou.
Mágoa pela saída do Flamengo
Tite também comentou sobre a demissão do Flamengo em setembro de 2024 e revelou desconforto com a forma como deixou o clube carioca.
“Fiquei muito chateado porque não pude dar tchau para os funcionários nem ter essa relação humana com os atletas. Fui me despedir deles um ano e meio depois, quando nos enfrentamos. Fui solicitado a não ir. Então, é uma falta de respeito humano. Num clube extraordinário, de grandeza extraordinária”, afirmou.
A passagem do treinador pelo Flamengo durou cerca de um ano e terminou em meio à pressão por resultados e desempenho da equipe.
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