Clube quitou R$ 2,1 milhões de pendência trabalhista dias antes de nova saída do treinador, que agora deve gerar mais custos não previstos.

Ana Beatriz Publicado em 03/04/2026, às 13h27
O São Paulo Futebol Clube enfrentou novos desafios financeiros ao demitir o técnico Hernán Crespo, após quitar uma dívida de R$ 2,1 milhões relacionada à sua primeira passagem pelo clube em 2021, quando conquistou o Campeonato Paulista.
A quitação da dívida gerou preocupação entre os conselheiros fiscais, especialmente porque a nova demissão de Crespo implicará em mais três meses de salários, um custo não previsto no orçamento da temporada.
O episódio destaca a necessidade de maior planejamento financeiro e previsibilidade orçamentária dentro do clube, com discussões internas em andamento sobre como evitar impactos financeiros negativos decorrentes de mudanças frequentes na comissão técnica.
O São Paulo Futebol Clube voltou a lidar com reflexos financeiros ligados ao técnico Hernán Crespo. Dias antes de oficializar a nova demissão do treinador, o clube quitou uma dívida de aproximadamente R$ 2,1 milhões referente à primeira passagem do argentino pelo Morumbi, em 2021.
O valor pago diz respeito a um acordo trabalhista ligado ao período em que Crespo comandou a equipe e conquistou o Campeonato Paulista, encerrando um longo jejum de títulos do clube. A pendência vinha sendo tratada internamente e foi resolvida pouco antes da recente decisão de desligamento.
A quitação, no entanto, acendeu um alerta dentro do Conselho do clube. A informação circulou durante uma reunião recente e gerou preocupação entre conselheiros fiscais, principalmente pelo impacto financeiro acumulado em um curto intervalo de tempo.
Isso porque, além do pagamento do acordo anterior, a nova demissão de Crespo deve obrigar o São Paulo a arcar com mais três meses de salários do treinador, conforme previsto em contrato. Esse custo adicional não estava contemplado no orçamento aprovado para a temporada, o que amplia a pressão sobre a gestão financeira do clube.
O episódio reforça um cenário recorrente no futebol brasileiro: decisões esportivas que acabam gerando consequências financeiras relevantes, especialmente quando envolvem mudanças frequentes na comissão técnica. No caso do São Paulo, o impacto ocorre em um momento em que o clube já busca equilíbrio nas contas e maior controle de despesas.
Internamente, o tema deve seguir em discussão entre os conselheiros, que cobram maior previsibilidade orçamentária e planejamento nas decisões que envolvem contratos e rescisões.
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