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Crise no São Paulo FC

São Paulo demite Rui Costa do cargo de executivo de futebol após pressão interna

Dirigente deixa o clube depois de meses de críticas sobre decisões no departamento de futebol

Rui Costa deixa cargo de executivo de futebol do São Paulo após sequência de críticas - Imagem: Reprodução/Rubens Chiri/São Paulo FC
Rui Costa deixa cargo de executivo de futebol do São Paulo após sequência de críticas - Imagem: Reprodução/Rubens Chiri/São Paulo FC

Julio Cezar Souza Publicado em 21/06/2026, às 12h12


O São Paulo Futebol Clube anunciou neste sábado (20/6) o desligamento de Rui Costa do cargo de executivo de futebol. A decisão foi tomada pelo presidente do clube, Harry Massis Jr., após uma sequência de desgastes envolvendo o dirigente.

Rui Costa estava no cargo desde 2021 e vinha sendo alvo de críticas da torcida, principalmente por decisões relacionadas ao planejamento do futebol e contratações recentes.

O executivo foi apontado como um dos responsáveis pela contratação do técnico Roger Machado, que teve uma passagem considerada abaixo das expectativas e deixou o clube após poucos jogos. O ex-jogador Rafinha permanece como gerente esportivo do São Paulo.

Em comunicado publicado nas redes sociais, o clube confirmou a saída e agradeceu pelos serviços prestados.

"O São Paulo Futebol Clube comunica o desligamento do executivo de futebol Rui Costa, que estava no cargo desde 2021. O clube agradece ao profissional pelos anos de dedicação e deseja êxitos na sequência de sua carreira", informou o Tricolor.

A saída deve gerar custo ao clube, que terá de pagar uma multa equivalente a três salários pela rescisão. Até o momento, o São Paulo ainda não definiu um substituto para a função.

A pressão sobre Rui Costa aumentou nos últimos meses, especialmente após mudanças no comando técnico. A saída de Hernán Crespo e a escolha por Roger Machado passaram a ser questionadas internamente.

Outro ponto de desgaste ocorreu após a demissão de Roger. Na ocasião, Rui Costa afirmou que a contratação havia sido uma decisão conjunta da diretoria, declaração que gerou desconforto entre alguns dirigentes.

Além das críticas da torcida, setores ligados ao clube também passaram a questionar a condução do futebol em um período marcado por trocas e instabilidade.


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