Com a saída do Irã da Copa do Mundo FIFA 2026, a FIFA avalia qual seleção deve ocupar a vaga deixada no Grupo G, abrindo uma nova disputa entre equipes que ficaram fora da classificação direta

William Oliveira Publicado em 11/03/2026, às 13h33 - Atualizado às 13h56
A saída da seleção do Irã da Copa do Mundo FIFA 2026 abriu uma vaga inesperada no Grupo G e iniciou uma disputa nos bastidores da FIFA para definir quem herdará o lugar no torneio.
Pelo critério de representatividade continental e desempenho técnico recente, o Iraque aparece como o principal candidato. A seleção iraquiana já está nos Estados Unidos para disputar a repescagem mundial e, por ser a única equipe da Confederação Asiática de Futebol ainda viva no processo de qualificação, é considerada por analistas como a substituta mais natural para ocupar a vaga deixada pelo Irã.
Outra possibilidade em discussão envolve os Emirados Árabes Unidos. A equipe terminou como a melhor colocada nas Eliminatórias Asiáticas entre as seleções que não garantiram classificação direta para o Mundial. Caso a FIFA decida seguir estritamente a ordem de desempenho nas eliminatórias da confederação, os emiradenses poderiam ser escolhidos para ocupar a vaga.
Nos bastidores também surgiu a possibilidade de inclusão da Itália. Apesar de integrar a UEFA, e não a confederação asiática, a seleção italiana é uma das equipes mais tradicionais do futebol mundial e aparece bem posicionada no ranking da FIFA entre as seleções que ficaram fora do torneio.
Ainda assim, a eventual entrada da Itália enfrenta resistência política dentro da entidade, já que a mudança poderia alterar o equilíbrio de vagas entre os continentes estabelecido para a Copa do Mundo de 2026.

O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou nesta quarta-feira (11) que a seleção iraniana não irá disputar a Copa do Mundo FIFA 2026 após a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, atribuída aos Estados Unidos.
Em entrevista à televisão estatal, o ministro declarou que, diante do que chamou de assassinato do líder iraniano, não haveria condições para que o país participasse do torneio. Segundo ele, a seleção não deveria competir em uma Copa do Mundo que terá jogos disputados também em território norte-americano.
"Considerando que esse regime corrupto (EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo", declarou o ministro.
A edição de 2026 do torneio começa em 11 de junho e será realizada em três países-sede: Canadá, México e Estados Unidos.
A saída ocorre em um momento de extrema tensão diplomática. O Irã estava sorteado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Apesar da declaração do ministro iraniano, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nas redes sociais que a seleção iraniana será bem-vinda na competição. Segundo ele, o tema foi discutido durante conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Infantino afirmou que Trump reforçou que o time iraniano poderá disputar normalmente o torneio. O dirigente também destacou que a Copa do Mundo tem o papel de unir países em momentos de tensão internacional.
Entretanto, apesar de das garantias de segurança, a cúpula iraniana optou pelo boicote total, alegando falta de condições políticas e morais para competir no país que consideram responsável pelo assassinato de seu líder.

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