Diário de São Paulo
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Copa do Mundo 2026

Em boicote aos EUA, Irã anuncia saída da Copa do Mundo

Na manhã desta quarta-feira (11), o governo do Irã oficializou sua desistência da Copa do Mundo de 2026, após autoridades do país culparem os Estados Unidos pela morte do líder supremo Ali Khamenei

Edição de 2026 do torneio começa em 11 de junho - Imagem: Divulgação / FFIRI
Edição de 2026 do torneio começa em 11 de junho - Imagem: Divulgação / FFIRI

William Oliveira Publicado em 11/03/2026, às 12h12


O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou nesta quarta-feira (11) que a seleção iraniana não irá disputar a Copa do Mundo FIFA 2026 após a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, atribuída aos Estados Unidos.

Em entrevista à televisão estatal, o ministro declarou que, diante do que chamou de assassinato do líder iraniano, não haveria condições para que o país participasse do torneio. Segundo ele, a seleção não deveria competir em uma Copa do Mundo que terá jogos disputados também em território norte-americano.

"Considerando que esse regime corrupto (EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo", declarou o ministro.

A edição de 2026 do torneio começa em 11 de junho e será realizada em três países-sede: Canadá, México e Estados Unidos.

A saída ocorre em um momento de extrema tensão diplomática. O Irã estava sorteado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

Apesar da declaração do ministro iraniano, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nas redes sociais que a seleção iraniana será bem-vinda na competição. Segundo ele, o tema foi discutido durante conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Infantino afirmou que Trump reforçou que o time iraniano poderá disputar normalmente o torneio. O dirigente também destacou que a Copa do Mundo tem o papel de unir países em momentos de tensão internacional.

Entretanto, apesar de das garantias de segurança, a cúpula iraniana optou pelo boicote total, alegando falta de condições políticas e morais para competir no país que consideram responsável pelo assassinato de seu líder.


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