Primeira nadadora brasileira a conquistar uma medalha olímpica em esportes aquáticos (bronze na Rio 2016), Poliana Okimoto foi uma pioneira. Além do pódio nos

Redação Publicado em 27/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 17h17
Primeira nadadora brasileira a conquistar uma medalha olímpica em esportes aquáticos (bronze na Rio 2016), Poliana Okimoto foi uma pioneira. Além do pódio nos Jogos, ela também faturou quatro medalhas em Campeonatos Mundiais e duas em Jogos Pan-Americanos.

Poliana Okimoto Rio 2016 — Foto: Matheus Guerra / Mowa Press
Em entrevista ao podcast “Cientista do Esporte”, de Luiz Prota, ela contou que um dos maiores desafios de sua carreira não foi contra essa ou aquela determinada rival, mas sim contra um…leão marinho!
– A pior experiência com animal foi com um leão marinho. Foi em uma prova na Argentina, na cidade de Viedma, perto da Patagônia. É uma cidade que tem um rio que deságua no mar. E é ali que ficam as focas e os leões marinhos para reproduzir. E às vezes eles sobem o rio. E é bem ali onde a gente tem a travessia. Foi uma sensação de desespero quando vi aquele bicho enorme pulando de um lado para o outro junto com a gente. Eu sinceramente achei que a prova ia ser cancelada, porque o animal era bem grande [risos]. Fiquei olhando o barco do juiz na certeza de que ele ia cancelar a prova e não sabia para onde eu ia nadar; se para a margem, que era ali bem próxima, ou se eu nadava em direção ao barco do juiz para tentar subir o mais rápido possível. A hora que eu olhei para o juiz ele se abaixou e eu pensei “agora ele vai pegar a bandeira”, na maratona aquática a gente a bandeira vermelha, a amarela, é a mesma coisa do futebol, só que com bandeiras. Eu pensei “ele vai pegar a vermelha e cancelar a prova”. A hora que ele levanta do barco ele levanta com uma câmera para tirar foto da gente nadando junto com o leão marinho. Mas não era só eu que estava desesperada, todas as meninas gritando naquele momento terror da prova. O leão marinho ficou nadando com a gente uns dez, quinze minutos e depois foi embora. Mas foi a pior sensação da minha vida. Ali, eu não sei como eu não parei naquela prova. De novo, é a competitividade que me manteve forte. Foi um momento de terror para mim – contou a ex-nadadora, que se aposentou em 2017, no podcast.
Além da aventura com o animal na Argentina, na entrevista Poliana falou sobre o medo de nadar no mar no começo da carreira; a parceria de vida com Ricardo Cintra, marido e técnico; Pequim, as primeiras Olimpíadas da vida; ter ficado entre a vida e a morte nos Jogos de Londres; a depressão e a volta por cima em 2013; a rivalidade com Ana Marcela Cunha e a tão esperada medalha de bronze no Rio de Janeiro.
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Globo Esporte
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