Verdão perdeu as últimas cinco disputas por penalidades: "Acredito que algum dia vamos ganhar. Perdemos cinco vezes, preferia ter sido eliminado durante o jogo"

GE Publicado em 15/07/2022, às 14h42
O Palmeiras reviveu na noite da última quinta-feira o pesadelo das cobranças de pênaltis. A eliminação para o São Paulo depois da vitória por 2 a 1 no tempo normal foi a quinta consecutiva do time desde a temporada de 2020.
Antes da queda na Copa do Brasil, os palmeirenses haviam sido eliminados nas penalidades.
A última vitória do Palmeiras em cobranças de pênalti foi em agosto de 2020. Naquela ocasião, o time alviverde venceu o Corinthians no Allianz Parque depois de empate em 1 a 1 no tempo normal.
Na entrevista coletiva após o clássico, Abel Ferreira lamentou as eliminações:
– Infelizmente, não temos jogadores para bater pênaltis com essa calma, mas acredito que algum dia vamos ganhar. Perdemos cinco vezes, preferia ter sido eliminado durante o jogo, mas na minha opinião o adversário não criou suficiente – afirmou Abel Ferreira.
O agravante no Choque-Rei foi o desempenho nas penalidades também no tempo normal. Na segunda etapa, Raphael Veiga teve oportunidade de abrir 3 a 0 no marcador, mas chutou por cima do gol de Jandrei. Minutos depois, o rival chegou ao seu gol.
Abel saiu em defesa de Veiga após a partida:
– O Veiga é profissional do futebol, sabe que tem apoio dos colegas, que vai errar como todos erramos. Temos a mania de cobrar tudo dos jogadores e treinadores, que sejam perfeitos em tudo que fazem, mas não são. São sujeitos a um nível de estresse muito grande. O meu patrício (Vítor Pereira, técnico do Corinthians) disse que dorme mal pela sequência de jogos aqui, bem-vindo ao Brasil, agora sabe o que é. Às vezes, alteramos porque não conseguimos recuperar. Há outras prioridades no futebol e somos profissionais, precisamos nos apoiar.
– Os torcedores no fim reconheceram o empenho, e futebol é isso. Nos pênaltis tem competência, calma... Como vou explicar que nosso melhor batedor falhou duas vezes? Vou dizer o quê? Vamos falar da tática? Das trocas do treinador adversário. As trocas que eu fiz? Vamos falar do futebol. Há situações que só se explica no futebol. Foi futebol, magia. Quer gostem ou não, precisamos de uma pontinha de sorte, além da competência. E não disse que o São Paulo só teve sorte, mas é preciso ter sorte. E o São Paulo teve a felicidade, se defenderam, o goleiro para mim foi o melhor jogador deles. Não tivemos uma, mas tivemos várias para fazer o terceiro. O futebol é isto. Meus jogadores estão de parabéns por tudo que fizeram. Muitas vezes futebol não é justo – analisou o treinador.
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