Verdão conta com noite inspirada de Carlos Miguel e constrói triunfo tranquilo na Arena MRV.

Jorge Simonsen Publicado em 03/12/2025, às 23h25
O Palmeiras mostrou força, foco e maturidade para construir uma vitória maiúscula sobre o Atlético-MG por 3 a 0, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte. Mesmo com um jogador a menos desde o fim do primeiro tempo após a expulsão de Piquerez, o time de Abel Ferreira foi superior durante quase todo o duelo, aproveitou as falhas crônicas da defesa atleticana e contou com a segurança de Carlos Miguel para segurar o ímpeto do Galo.
A partida começou elétrica. Logo no primeiro minuto, Vitor Roque balançou as redes em bela finalização cruzada, mas o gol foi anulado por impedimento. Seria um prenúncio do que viria a seguir: intensidade, pressão alta e respostas rápidas. Aos oito minutos, Alonso recuou mal para Everson, Vitor Roque interceptou, chutou em cima do goleiro e Flaco López, atento, completou para o gol: 1 a 0 Palmeiras.
Atordoado, o Atlético tentou reagir com Dudu, Scarpa e Rony, mas esbarrava em uma marcação bem encaixada. Quando ameaçou, Carlos Miguel apareceu brilhando, especialmente em cabeceios perigosos de Rony e em uma bomba de Igor Gomes em cobrança de falta.
Aos 19, novo erro do Galo. Arana afastou mal após lançamento de Gustavo Gómez, a bola sobrou nos pés de Allan, que dominou e finalizou rasteiro no canto: 2 a 0, ampliando a vantagem e expondo ainda mais a instabilidade defensiva dos mineiros.
Mesmo com o domínio, o Palmeiras se complicou aos 44 da primeira etapa: Piquerez acertou Saravia com a sola, o VAR chamou e o lateral foi expulso. O Atlético, embalado pela vantagem numérica, ainda viu Bernard acertar o travessão nos acréscimos, mas não conseguiu diminuir.
No segundo tempo, o roteiro seguiu equilibrado entre pressão atleticana e resistência alviverde. Scarpa carimbou a trave, Dudu e Arana pararam em Carlos Miguel, e até um gol de Rony foi anulado por toque de mão após revisão do VAR. O Palmeiras, mesmo com um a menos, encontrava chances nos contra-ataques e poderia ter ampliado com Sosa e Luighi, que acertou a trave aos 39.
O prêmio veio aos 35 minutos: Jefté avançou pelo meio, acionou Luighi, que dominou e bateu com categoria no canto. 3 a 0, decretando a vitória em plena Arena MRV e frustrando qualquer reação atleticana.
Nos minutos finais, o Galo ainda colocou bola na trave com Rony e arriscou de longe com Hulk, mas nada mudou o cenário: o Palmeiras foi mais eficiente, mais organizado e mais frio, mesmo em inferioridade numérica, e saiu com uma vitória incontestável.
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