A chuva que caiu no Circuito de Hungaroring antes da largada do GP da Hungria, no último domingo, obrigou as equipes a repensarem sua estratégias. A maioria

Redação Publicado em 09/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 14h36
A chuva que caiu no Circuito de Hungaroring antes da largada do GP da Hungria, no último domingo, obrigou as equipes a repensarem sua estratégias. A maioria dos pilotos adotou os pneus intermediários, que trocaram duas voltas depois por compostos de pista seca. Foi nesse momento que o pole Lewis Hamilton caiu da liderança para 14º, tendo que ir aos boxes após a relargada da corrida. E embora justifique a decisão, a Mercedes reconheceu que poderia ter feito diferente na estratégia do britânico.
– Estávamos conversando sobre mudar para os pneus de pista seca, porque estava secando. O verdadeiro erro foi não ter adotado os pneus de pista seca de imediato, pois não precisaríamos ir aos boxes. Poderíamos ter vencido esta corrida facilmente, mas perdemos a chance de agarrar a oportunidade – disse Andrew Shovlin, engenheiro de pista da equipe.
Enquanto resto do grid voltou aos boxes para trocar pneus intermediários, Hamilton ficou sozinho em relargada na Hungria — Foto: XPB Images
Antes da largada, 19 dos 20 pilotos trocaram os pneus de pista seca pelos intermediários. A exceção foi Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, que adotou os compostos médios após a volta de apresentação – apesar de posteriormente ter trocado pelos intermediários e, mais uma vez, retornado aos médios.
Dos 14 carros que restaram na disputa após o choque entre Valtteri Bottas, Lando Norris, Max Verstappen, Sergio Pérez e Lance Stroll e Charles Leclerc na largada, só Hamilton não retornou aos boxes, relargando sozinho. O heptacampeão parou na volta seguinte e deixar os intermediários pelos médios, o que foi decisivo para colocar Esteban Ocon, vencedor da prova, na frente.
– Como líder, você tem a posição mais difícil de todas. Você é o primeiro carro, e não vê o que todo mundo está fazendo atrás. Mas se você está pilotando mais para trás, pode ver o que os outros estão fazendo e mudar de ideia. Queríamos ser conservadores, não cometer erros estúpidos nem arriscar um acidente – justificou Mike Elliott, diretor de tecnologia da Mercedes.
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Lewis Hamilton, da Mercedes, faz pit stop no GP da Hungria — Foto: Mark Thompson/Getty Images
A rapidez com que a pista em Hungaroring secou foi uma surpresa para a equipe alemã, que chegou a ser avisada por Hamilton pelo rádio das condições após a bandeira vermelha. Mas diante das possibilidades que restaram, o time acredita ter tomado a melhor decisão possível.
– Se você está na primeira fila, tem uma desvantagem: quando entra no pitlane, um trem inteiro de carros te segue. Na melhor das hipóteses, teríamos voltado em sexto lugar; na pior delas, em décimo. Também teria sido arriscado. Lewis tinha ritmo para vencer com facilidade, mas se você está preso atrás de outras pessoas é quase impossível. Hungaroring é tão ruim quanto Mônaco no que diz respeito a perder posições. Fica incrivelmente difícil fazer uma previsão do que ainda é possível, porque tudo depende da rapidez com que se pode ultrapassar – explicou Shovlin.

Esteban Ocon, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton comemoram no pódio do GP da Hungria; alemão acabou desclassificado — Foto: Florion Goga – Pool/Getty Images
O posicionamento do engenheiro de pista da Mercedes reforça a opinião do chefe Toto Wolff de que ter levado Hamilton aos boxes na quarta volta da corrida foi a escolha adequada:
– O resultado foi errado, mas a decisão foi acertada. Calculamos que teríamos saído em sexto lugar (com o pit stop). Claro, você pode dizer que foi uma escolha errada, mas estou 100% comprometido com isso. Não acho que tenha sido um erro.
A vitória não veio na Hungria, mas o segundo lugar de Hamilton valeu o retorno para a liderança do campeonato de pilotos à frente de Verstappen. Após uma pausa de três semanas, a F1 dará sequência ao Mundial com o GP da Bélgica em Spa-Francorchamps, previsto para 29 de agosto.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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