Seguindo os atletas do futebol inglês, alguns pilotos da F1 também farão um boicote às redes sociais, quando ficarão sem postar nada durante o fim de semana

Redação Publicado em 30/04/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h09
Seguindo os atletas do futebol inglês, alguns pilotos da F1 também farão um boicote às redes sociais, quando ficarão sem postar nada durante o fim de semana do GP de Portugal. A medida, adotada até agora por Lewis Hamilton, Max Verstappen, Daniel Ricciardo, Lando Norris, George Russell, Nicholas Latifi, Mick Schumacher e Nikita Mazepin, servirá como protesto contra a disseminação de discursos de ódio e discriminação, principalmente racial e de gênero, nas principais plataformas de redes sociais.
A medida serve para pressionar as plataformas realizarem uma maior fiscalização para impedir os discursos de ódio. Muito ativo em causas sociais, o heptacampeão Hamilton foi o primeiro a se manifestar a respeito do boicote.
– Em solidariedade à comunidade do futebol, não postarei nada nas minhas redes sociais neste fim de semana. Não há lugar para quaisquer tipos de abusos em nossa sociedade, seja online ou offline. E tem sido muito fácil para uma pequena parcela espalhar o ódio por trás de suas telas. Ainda que o boicote não resolva o problema do dia para a noite, precisamos pedir mudanças quando necessárias, mesmo quando parece uma missão impossível. O esporte tem o poder de nos unir. Não podemos aceitar abuso como parte do esporte. Em vez disso, vamos ser aqueles que fazem a diferença para as futuras gerações – postou Hamilton.
Max Verstappen, vice-líder do campeonato, se pronunciou:
– Junto com meus colegas pilotos de F1, eu apoio a campanha #enoughisenough (“Basta é basta”, em português) neste fim de semana. Apoiamos o apelo para que as plataformas de mídia social ajam com responsabilidade e que os usuários ajam com respeito. Abuso e ódio online devem parar.
Daniel Ricciardo, da McLaren, também aderiu ao movimento:
– Vou ficar offline nos próximos dias para apoiar os outros contra o abuso virtual. Toda forma de abuso não é OK, e aqueles que compartilham ou permitem ódio devem ser responsabilizados. Quero encorajar uma mudança de comportamento positiva e incentivar as pessoas a pensar antes de agir. Se você não tem algo legal pra dizer, não diga nada.
Lando Norris seguiu o exemplo do colega de equipe:
– Estou apoiando o boicote das redes sociais neste fim de semana. Em algum momento, todos nós sofremos algum tipo de abuso aqui, mas as empresas de redes sociais precisam olhar isso com mais atenção. Esconder-se atrás de um teclado não é ok. Basta.
– Oi pessoal, queria passar aqui para dizer que vou apoiar o boicote às redes sociais neste fim de semana. Acho uma causa importante porque temos muito abuso, ódio, negatividade e racismo online. Sinto que é nossa obrigação alertar o máximo possível a respeito.
Mick Schumacher, filho do heptacampeão Michael, também se juntou ao grupo de pilotos que farão o boicote.
– Apoiando o boicote criado para exigir que as plataformas de mídia social ajam com responsabilidade e que os usuários ajam com respeito. Junto com meus colegas pilotos de F1 e outros atletas, espero que isso possa ser parte da criação de alguma mudança positiva. Qualquer forma de abuso e ódio deve parar.
O canadene Nicholas Latifi, companheiro de Russell na Williams, também adotou o posicionamento:
– Vou participar do boicote nas redes sociais neste fim de semana. Tenho orgulho de lutar contra o ódio e a discriminação que tantas pessoas sofrem online. Isso precisa parar. Apoio totalmente qualquer iniciativa que tente chamar atenção para o problema.
O russo Nikita Mazepin, que se viu envolvido em um polêmico caso de assédio nas redes sociais, também aderiu ao protesto.
– Em apoio a comunidade esportiva, eu também vou me juntar ao boicote nas redes sociais neste fim de semana. Ações precisam ser tomadas e eu me junto ao pedido por mudanças.

Protesto redes sociais, Mazepin — Foto: Reprodução
O futebol inglês anunciou no último sábado que ficaria quatro dias sem interagir nas redes sociais. Líder da Premier League, o Manchester City foi um dos primeiros clubes do país a anunciar neste sábado a adesão ao boicote: “Nós vamos nos posicionar contra a discriminação online nos unindo ao boicote do futebol inglês às redes sociais entre 30 de abril e 3 de maio”.
Recentemente, o ex-atacante francês Thierry Henry, ídolo da torcida do Arsenal e um dos maiores nomes da história da Premier League, anunciou que estava abandonando suas plataformas digitais para não ter mais de lidar com a quantidade de ofensas que recebia.
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Fonte: Ge – Globo Esporte.
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