Além dos astros que dominaram os holofotes, nomes como Cucurella, Paredes, Oyarzabal, Vozinha, Saibari, Manzambi e Elliot Anderson saem do Mundial de 2026 com novo status, mais mercado e contratos mais fortes.

Ana Beatriz Silva Publicado em 20/07/2026, às 11h31
A Copa do Mundo de 2026 culminou com a Espanha como campeã, mas também serviu como uma plataforma para jogadores menos conhecidos aumentarem seu valor de mercado, destacando-se em suas atuações durante o torneio.
Entre os atletas que se beneficiaram estão Marc Cucurella, que se destacou na defesa da Espanha e foi contratado pelo Real Madrid, e Leandro Paredes, que recuperou protagonismo na seleção argentina após um início modesto no torneio.
Jogadores como Vozinha, que se tornou uma figura global aos 40 anos, e Elliot Anderson, cuja transferência para o Manchester City foi avaliada em 116 milhões de libras, exemplificam como a Copa pode transformar carreiras e abrir novas oportunidades no futebol.
A Copa do Mundo de 2026 terminou com a Espanha campeã após vencer a Argentina por 1 a 0 na final, com gol de Ferran Torres na prorrogação, no domingo, 19 de julho. Mas, além da disputa pela taça, o torneio também funcionou como uma vitrine global para jogadores que chegaram ao Mundial em patamares diferentes e saem dele muito mais valorizados.
Enquanto nomes como Lionel Messi, Rodri, Jude Bellingham, Harry Kane, Kylian Mbappé, Michael Olise, Ousmane Dembélé e Erling Haaland concentraram boa parte dos holofotes, outros atletas aproveitaram a competição para mudar a percepção do mercado sobre suas carreiras. A lista destacada pelo colunista Rafael Reis, do UOL, reúne sete jogadores que tiveram aumento claro de prestígio após a Copa: Marc Cucurella, Leandro Paredes, Mikel Oyarzabal, Vozinha, Ismael Saibari, Johan Manzambi e Elliot Anderson.
O caso mais simbólico é o de Marc Cucurella. Titular da Espanha campeã, o lateral esquerdo de 27 anos já havia sido contratado pelo Real Madrid antes do início da Copa. O clube espanhol fechou acordo com o Chelsea em junho, com vínculo até 2032, e a negociação foi apontada em torno de 55 milhões de euros. Depois do Mundial, a sensação é de que o Real se antecipou ao mercado, já que o defensor teve atuação sólida, foi peça importante no sistema defensivo espanhol e ganhou ainda mais peso depois do título.
Leandro Paredes também sai fortalecido. Aos 32 anos, o volante argentino parecia viver uma fase de transição para a reta final da carreira depois de voltar ao futebol sul-americano para defender o Boca Juniors. Na Copa, porém, ele recuperou protagonismo. Começou no banco, ganhou espaço a partir das oitavas de final e deu mais organização e intensidade ao meio-campo da Argentina. Mesmo ficando entre os reservas no início da final, foi acionado no intervalo por Lionel Scaloni, sinal de que sua presença voltou a ser considerada decisiva em jogo grande.
Entre os campeões, Mikel Oyarzabal talvez tenha sido o nome que mais subiu de prateleira ofensiva. Atacante da Real Sociedad, clube que defendeu durante toda a carreira profissional, ele terminou como artilheiro da Espanha na Copa. Segundo o UOL, o jogador já havia recusado uma investida de Pep Guardiola para atuar no Manchester City e também indicou que recusaria o Barcelona caso recebesse uma proposta oficial. A valorização é evidente, mas a transferência não parece depender apenas de mercado. Depende da vontade do próprio jogador, que trata a Real Sociedad como casa.
A maior história de superação da lista é Vozinha. O goleiro de Cabo Verde chegou ao Mundial aos 40 anos, sem contrato garantido e vindo de uma passagem pelo Desportivo Chaves, da segunda divisão portuguesa. Saiu como personagem mundial. Suas atuações contra Espanha e Argentina ajudaram a transformar Cabo Verde em uma das narrativas mais marcantes da competição. De jogador em fim de contrato, Vozinha passou a ser conhecido globalmente e afirmou que pretende escolher um clube que o queira pelo rendimento esportivo, não apenas pelo potencial de marketing.
Ismael Saibari também converteu desempenho em mudança de patamar. O marroquino de 25 anos já vinha de temporada forte pelo PSV Eindhoven, mas ganhou ainda mais força ao marcar nos três primeiros jogos de Marrocos no Mundial, inclusive contra o Brasil. Sua capacidade de atuar mais adiantado, até como referência ofensiva, ampliou a leitura sobre seu jogo. O Bayern de Munique confirmou a contratação do jogador no início de julho, em movimento que reforça como a Copa acelerou sua entrada em uma das maiores vitrines do futebol europeu.
Johan Manzambi foi outro exemplo de valorização imediata. Aos 20 anos, o meia suíço chegou à Copa com menos de 70 jogos como profissional, mas marcou três gols em quatro partidas e se tornou um dos principais nomes da Suíça na campanha. Pouco depois da eliminação suíça, o Aston Villa acertou sua contratação junto ao Freiburg. O próprio clube alemão destacou que três dos seis gols do atleta pela seleção foram marcados justamente na Copa do Mundo de 2026.
Elliot Anderson fecha a lista como o caso de maior impacto financeiro. O volante inglês de 23 anos foi comprado pelo Manchester City após acordo com o Nottingham Forest. A Premier League confirmou que os clubes chegaram a um acerto pela transferência, enquanto a imprensa britânica apontou a negociação em 116 milhões de libras. O valor continua chamando atenção, mas o desempenho do jogador na Copa ajudou a justificar parte do investimento. Anderson mostrou força na marcação, controle de jogo e encaixe com Declan Rice, consolidando uma nova dupla de meio-campo para a Inglaterra.
A Copa do Mundo costuma consagrar campeões, artilheiros e craques já estabelecidos. Mas sua força real no mercado está também em reposicionar carreiras. Em poucas semanas, um jogador pode sair de promessa para realidade, de veterano em dúvida para líder valorizado, de nome regional para figura global. Foi o que aconteceu com esses sete atletas.
O Mundial de 2026, encerrado com o título espanhol, mostrou que a maior vitrine do futebol não premia apenas quem levanta a taça. Também muda contratos, acelera negociações, abre portas e transforma desempenho em capital esportivo. Para alguns, a Copa terminou no apito final. Para outros, ela acabou de começar.
Leia também

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Onde circula o JORNAL BOM DIA

Proprietários de veículos com placa final 9 têm até amanhã para pagar o IPVA 2021 sem desconto

Condenado pelo caso Richthofen, Cristian Cravinhos começa a vender conteúdo adulto: ‘Duro'

Convenções partidárias começam hoje e dão largada oficial à definição dos candidatos de 2026

Condenado pelo caso Richthofen, Cristian Cravinhos começa a vender conteúdo adulto: ‘Duro'

Tarifa maior não freia avanço das montadoras chinesas no Brasil

Nova edição do Concurso Moda Inclusiva fomenta o pertencimento por meio da criação de roupas acessíveis

Agências bancárias são vandalizadas na Avenida Paulista durante a noite