As medalhas de prata conquistadas por Rayssa Leal, a Fadinha, e Kelvin Hoefler colocaram o skate brasileiro em evidência a nível nacional e mundial. Mas quem

Redação Publicado em 02/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h49
As medalhas de prata conquistadas por Rayssa Leal, a Fadinha, e Kelvin Hoefler colocaram o skate brasileiro em evidência a nível nacional e mundial. Mas quem vê os resultados e não conhece a história do esporte no Brasil não sabe das “manobras radicais” que a modalidade precisou executar para chegar até Tóquio 2020.
Um evento on-line do Laboratório de História Política e Social (Lahps), da Universidade Federal de Juiz de Fora, nesta quarta-feira, resgata a trajetória do skate. Desde a criação, passando pela proibição do esporte em algumas cidades brasileiras nos anos 80, até a estreia nos Jogos Olímpicos em 2021.
A apresentação será às 16h, no canal do Laboratório no YouTube. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site Even3.
O responsável por relatar a trajetória do skate no país será Leonardo Brandão, professor da Universidade Regional de Blumenau (Furb). Autor de livros sobre o esporte, ele lembra que o skate precisou vencer vários desafios, inclusive políticos, antes de chegar às Olimpíadas.
— Esta atividade apresenta um passado envolto a proibições por todo o território nacional. A mais conhecida foi decretada pelo então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, em 1988. Mas a modalidade foi vetada também em várias outras cidades, como Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, por quase 10 anos — contou.
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Kelvin Hoefler recebeu a medalha de prata na categoria Skate Street — Foto: REUTERS/Toby Melville
Segundo Leonardo, as medalhas de prata na modalidade Skate Street em Tóquio recolocam o esporte nos holofotes e podem não só trazer reconhecimento da prática como esporte, mas também levar ao aumento do número de atletas, sobretudo mulheres skatistas.
— O impacto da entrada do skate nas Olimpíadas pode levar a um aumento de políticas públicas em prol de seu desenvolvimento, como a inauguração de pistas públicas de skate. E, também, o aumento de sua visibilidade nos meios de comunicação e, sobretudo, em função da vitória da Rayssa Leal em Tóquio, uma participação maior das mulheres nesta atividade — completou.
Leonardo Brandão é vinculado ao Departamento de História e Geografia e ao Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR), da Universidade Regional de Blumenau.
Com doutorado em História e pós-doutorado em Estudo do Lazer, ele atua nas áreas de Desenvolvimento Regional (com ênfase em pesquisas sobre cidade, comunicação e lazer) e de História Contemporânea, com pesquisas sobre o século XX e em temas relacionados à história urbana, do esporte e da juventude.
Leonardo escreveu alguns livros relacionados à história do skate no Brasil, como “Para além do esporte: uma história do skate no Brasil”, além de outras publicações em blogs e revistas especializados.

Rayssa Leal Fadinha, skate street, Olimpíadas de Tóquio 2020 — Foto: André Durão
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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