Benetton B192, que o alemão pilotou no GP da Bélgica de 1992, é arrematado em leilão que reuniu colecionadores do mundo todo

Erika Osti Publicado em 04/02/2026, às 16h35
O Benetton B192, carro que marcou a primeira vitória de Michael Schumacher na Fórmula 1, foi vendido por 5,082 milhões de euros em um leilão online, destacando-se como uma peça-chave da história do automobilismo.
Projetado por renomados engenheiros, o B192 simboliza a transição de Schumacher de promessa a protagonista, conquistando sua primeira vitória em uma corrida desafiadora em Spa-Francorchamps, superando grandes nomes da categoria.
O leilão atraiu cerca de 800 participantes de mais de 35 países e, após ser restaurado, o carro foi exibido em locais icônicos, reforçando o legado de Schumacher e seu impacto duradouro no automobilismo.
O carro que marcou o início da trajetória vitoriosa de Michael Schumacher na Fórmula 1 foi vendido por 5,082 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 31,4 milhões, em um leilão online que reuniu colecionadores e entusiastas do automobilismo de diferentes partes do mundo. O Benetton B192, usado pelo piloto alemão em sua primeira vitória na categoria, no GP da Bélgica de 1992, foi o principal destaque da série Global Icons: Online, organizada pela casa Broad Arrow Auctions, abrindo o calendário europeu de leilões de 2026.
O modelo é considerado uma peça-chave da história recente da Fórmula 1. Projetado por Rory Byrne e Ross Brawn, dois dos engenheiros mais influentes da categoria, o B192 foi pilotado por Schumacher ao longo daquela temporada e simboliza o momento em que o jovem talento alemão deixou de ser promessa para se tornar protagonista. Em Spa-Francorchamps, em uma corrida marcada por chuva intensa e pista traiçoeira, Schumacher superou nomes consagrados como Ayrton Senna e Nigel Mansell e conquistou a primeira das 91 vitórias que teria na carreira.
Além do valor esportivo, o carro também carrega importância técnica. O Benetton B192 está entre os últimos vencedores da Fórmula 1 equipados com câmbio manual, característica que reforça sua ligação com uma fase de transição da categoria, pouco antes da consolidação de tecnologias eletrônicas mais avançadas. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar o alto interesse despertado no leilão.
A disputa pelos lances envolveu cerca de 800 participantes de mais de 35 países. Embora o processo tenha sido online, a organização promoveu sessões presenciais de exibição do carro em locais simbólicos, como o complexo de Roland-Garros, em Paris, ampliando a visibilidade do evento e o contato direto do público com a relíquia.
Até então, o monoposto nunca havia sido colocado à venda de forma pública. Após a temporada de 1992, o carro passou por coleções privadas, incluindo a da própria Benetton e, posteriormente, a da Renault Classic Collection. Antes do leilão, o veículo foi restaurado com foco na preservação de suas características originais, tanto mecânicas quanto visuais, o que aumentou ainda mais seu valor histórico e comercial.
Mais do que um negócio milionário, a venda do Benetton B192 reforça o legado de Michael Schumacher na Fórmula 1. Sete vezes campeão mundial, o alemão segue como um dos maiores nomes da história do esporte, e o interesse em torno do carro de sua primeira vitória mostra como momentos decisivos das pistas continuam vivos fora delas, transformados em símbolos de uma era e em patrimônio cultural do automobilismo mundial.
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