Ex-diretor defende mais investimento no futebol e questiona estratégia de redução de dívida “a qualquer custo”

Jorge Simonsen Publicado em 01/12/2025, às 15h08
Carlos Belmonte deixou a diretoria de futebol do São Paulo marcando posição clara contra a gestão financeira conduzida pelo presidente Julio Casares. Para o ex-dirigente, a estratégia atual de priorizar a redução da dívida, sem investir na formação de um elenco mais forte, não é suficiente para recolocar o clube em rota competitiva.
Nesta temporada, o Tricolor contratou nove jogadores, Oscar, Tapia, Cédric, Wendell, Enzo Díaz, Dinenno, Rafael Tolói, Rigoni e Maílton, mas sem adquirir direitos econômicos. A política mais conservadora, adotada para conter o endividamento de R$ 912 milhões, não tem o apoio de Belmonte.
O dirigente lembra que o clube fechou 2024 com déficit de R$ 287,6 milhões e defende que resultados esportivos são essenciais para reverter o cenário.
Segundo ele, o São Paulo corre o risco de ficar estagnado sem um investimento mínimo:
Não existe resultado sem investimento. Palmeiras e Flamengo estão no topo porque podem contratar mais. Nós não teremos o mesmo nível de aporte, mas é preciso definir o que queremos como instituição. Reduzir dívida a qualquer custo não é, na minha visão, o melhor caminho.
Belmonte afirma que reduzir R$ 30, 40 ou 50 milhões por temporada, sem fortalecer o elenco, tem pouco impacto diante de um passivo próximo de R$ 1 bilhão. Para ele, um time mais competitivo gera receita e acelera o processo de recuperação financeira.
Mesmo crítico à política atual, Belmonte não acredita que o São Paulo vá brigar contra o rebaixamento:
Com menos investimento, o risco aumenta, mas não vejo chance concreta de queda. Estamos em oitavo no Brasileirão e terminamos a Libertadores em quinto. O problema é permanecer como time de meio de tabela. Se não houver investimento, uma temporada ruim pode custar caro.
O ex-diretor deixou o cargo na última sexta-feira, um dia após a goleada sofrida para o Fluminense por 6 a 0, no Maracanã. Conselheiro desde 2021, ele segue na base de apoio que sustenta a gestão de Julio Casares, mas prefere guardar suas propostas para um futuro debate interno:
— Tenho minhas ideias, mas não sou o presidente. Passo a ele sempre que possível. Acredito que o caminho é investir no futebol para sair da situação atual.

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigação aponta retirada de câmera após morte de jovem em salto de rope jump

Homem intercepta ônibus de pacientes, viaja 85 km sob ameaça e acaba preso em Ribeirão Preto

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Após anos calada, Bruna Marquezine quebra o silêncio e abre ferida do passado ao falar de Neymar

Carro pega fogo na Rodovia Presidente Dutra em Caçapava e mobiliza Bombeiros