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POLÊMICA

Australiana que viralizou com passos de breaking em Paris anuncia aposentadoria após críticas

Rachael Gunn, também conhecida como Raygun, viralizou após receber nota zero de todos os jurados por sua apresentação inusitada

Australiana que viralizou com passos de breaking em Paris anuncia aposentadoria após críticas - Imagem: Reprodução / X / @DiarioOle
Australiana que viralizou com passos de breaking em Paris anuncia aposentadoria após críticas - Imagem: Reprodução / X / @DiarioOle

William Oliveira Publicado em 07/11/2024, às 11h35


Nos Jogos Olímpicos de Paris, a atleta Rachael Gunn, também conhecida como B-girl Raygun, emergiu como uma figura polarizadora no cenário do breaking. Apesar de conquistar o primeiro lugar no ranking mundial e estampar capas de revistas, suas apresentações, consideradas pouco convencionais, geraram controvérsias e resultaram em notas baixas na competição. Gunn, que ganhou notoriedade como a principal representante australiana da modalidade, recentemente anunciou sua aposentadoria das competições de elite.

A decisão de se afastar do circuito competitivo ocorreu alguns meses após os Jogos Olímpicos, onde suas performances foram alvo de críticas severas. No entanto, Rachael esclareceu que sua retirada é exclusiva do ambiente competitivo formal; ela pretende continuar a participar ativamente de batalhas e apresentações comunitárias. É importante destacar que o breaking não está programado para as próximas edições dos Jogos Olímpicos.

Em suas palavras, Rachael expressou: "Raygun não está se aposentando. Mas acho que… Quero dizer, é diferente na cultura do breaking. Eu ainda vou dançar, eu ainda vou participar de batalhas da comunidade, coisas assim. Mas falei em termos de competições de elite e Olimpíadas… Por sinal, o breaking nem estará nas próximas Olimpíadas. Então se tornou uma coisa grande hoje, tenho recebido mensagens adoráveis, obrigada. Mas ainda estou aqui."

Durante a competição em Paris, Rachael recebeu nota zero de todos os jurados por sua apresentação inusitada e evitou a última colocação apenas porque outra competidora foi desclassificada. As críticas intensificaram-se após o evento, levando a Federação Australiana de Breaking a defender publicamente a atleta.

Em um comunicado oficial, a Ausbreak elucidou o processo de seleção que levou à escolha de Raygun para representar o país na estreia olímpica da modalidade.

"Raygun usou sua plataforma como representante do breaking australiano para defender consistentemente na mídia a história do breaking, seus valores artísticos e atléticos, e suas origens culturais", destacou a organização, reiterando seu papel como embaixadora do breaking australiano.

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