Não foi a melhor partida do Palmeiras no ano nem de longe. Muito menos o melhor trabalho tático de Felipão desde a sua chegada ao clube. Mas o empate em 1 a 1

Redação Publicado em 12/11/2018, às 00h00 - Atualizado às 09h28
Não foi a melhor partida do Palmeiras no ano nem de longe. Muito menos o melhor trabalho tático de Felipão desde a sua chegada ao clube. Mas o empate em 1 a 1 com o Atlético-MG no domingo, no Independência, foi muito importante e pode ter tido um peso bastante significativo na campanha da equipe alviverde que lidera o Campeonato Brasileiro com uma folga confortável.
O ponto conquistado em Belo Horizonte fez o Palmeiras chegar ao seu 18ª jogo de invencibilidade na competição nacional. Vale lembrar que tal período coincide com a chegada de Felipão ao comando da equipe.
Mas, em termos práticos e não plásticos, o ponto fez o Palmeiras manter cinco de frente para o vice-líder Internacional e abrir sete para o Flamengo, terceiro colocado. Tudo isso restando cinco rodadas para o término do Brasileirão.
– Dezoito rodadas sem perder em um campeonato de pontos corridos faz uma grande diferença. Acho que por isso que o Palmeiras está na primeira colocação. Porque, quando não dá para ganhar, não perde.Vai somando pontos que no final fazem uma grande diferença. São circunstâncias dentro de um campeonato de pontos corridos que fazem uma diferença grande – avaliou o zagueiro Edu Dracena.

Bruno Henrique comemora gol de pênalti do Palmeiras marcado em Victor — Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras
Com desfalques importantes, casos de Mayke e Dudu, Felipão optou por Jean na lateral e, com o retorno de Willian, apostou em Guerra no setor ofensivo. Não deu certo.
Mesmo tendo criado as melhores chances da primeira etapa, o Palmeiras se viu correndo atrás da boa movimentação ofensiva do Atlético-MG, o que piorou na segunda etapa.
Sem velocidade para levar perigo com certa frequência ao gol de Victor, o Verdão saiu em desvantagem após Elias chutar livre da entrada da área.
Depois das entradas de Gustavo Scarpa e Lucas Lima, o que se esperava do Palmeiras era uma maior presença ofensiva. Mas foi a bola parada que salvou, quando Edu Dracena sofreu pênalti de Adilson, e Bruno Henrique converteu para dar aos palmeirenses um bom empate fora de casa.
Enquanto os torcedores alviverdes simulam as próximas rodadas e fazem as contas para ver quando o time pode confirmar o título brasileiro, os jogadores mantêm o discurso de seriedade e de pensamento de jogo a jogo.
E é assim, partida após partida, somando pontos até quando não vai bem, que o Palmeiras está se aproximando de seu décimo título brasileiro.
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