Conselho Deliberativo aprova exclusão do ex-presidente por ampla maioria; decisão ocorre um ano após impeachment e aprofunda a crise política que atinge antigos dirigentes do Timão.

Redação Publicado em 02/06/2026, às 10h04
O Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista expulsou o ex-presidente Augusto Melo, com 147 votos a favor, em meio a uma crise política no clube. A decisão foi motivada pela tentativa de Melo de reassumir a presidência após um impeachment, o que foi considerado uma ruptura institucional.
A expulsão de Melo se soma a um contexto de renovação na gestão do Corinthians, que inclui a expulsão de outros ex-dirigentes por irregularidades financeiras e administrativas. O ex-presidente já enfrentava denúncias graves, incluindo associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Com a exclusão de Augusto Melo, o Corinthians busca restaurar a estabilidade administrativa e atender às demandas por maior transparência e equilíbrio financeiro. A situação atual reflete um esforço do clube para superar um dos períodos mais conturbados de sua história recente.
O Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista decidiu expulsar o ex-presidente Augusto Melo do quadro de associados do clube na noite desta segunda-feira (1º), em mais um capítulo da turbulenta crise política que se arrasta no Parque São Jorge.
A decisão foi tomada por ampla maioria. Dos 156 conselheiros presentes, 147 votaram pela expulsão, cinco foram contrários e quatro se abstiveram. Entre os conselheiros vitalícios, a votação foi unânime pela exclusão do dirigente que comandou o clube entre 2024 e 2025.
A medida foi motivada pela tentativa de Augusto Melo de reassumir a presidência do Corinthians em maio de 2025, poucos dias após ter sido afastado por um processo de impeachment. Na ocasião, o ex-mandatário apareceu na sede social acompanhado por aliados e alegou ter sido reconduzido ao cargo após uma contestada mudança no comando do Conselho Deliberativo.
O movimento, porém, não foi reconhecido pela direção do clube nem pelos órgãos internos responsáveis pela administração corintiana. O então presidente em exercício, Osmar Stabile, manteve-se no cargo e classificou a iniciativa como uma tentativa de ruptura institucional dentro do clube.
Horas antes da votação desta segunda-feira, Augusto Melo acionou a Justiça para tentar barrar o julgamento no Conselho Deliberativo. O pedido de liminar, no entanto, não foi apreciado a tempo de impedir a realização da sessão.
Do lado de fora do Parque São Jorge, centenas de torcedores acompanharam o desfecho do processo. Faixas, bandeiras e manifestações cobrando punição ao ex-presidente marcaram o clima da reunião que sacramentou sua saída definitiva do quadro associativo.
A expulsão representa mais um duro golpe na trajetória política de Augusto Melo, que já havia perdido a presidência após enfrentar denúncias relacionadas ao contrato de patrocínio firmado com a casa de apostas VaideBet. O dirigente também responde a investigações e processos que envolvem suspeitas de associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto, acusações que seguem em tramitação na Justiça.
A decisão ocorre em um momento de forte renovação nos bastidores do Corinthians. Nos últimos dias, outros ex-dirigentes também sofreram sanções. O ex-presidente Andrés Sanchez foi expulso do quadro social por uso indevido de cartão corporativo, enquanto Duílio Monteiro Alves renunciou ao título de sócio remido e deixou funções exercidas nos órgãos internos do clube.
Com a exclusão de Augusto Melo, o Corinthians encerra oficialmente um dos períodos mais conturbados de sua história recente e tenta reconstruir a estabilidade administrativa em meio a cobranças por transparência, equilíbrio financeiro e resultados esportivos.

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