Técnico do Palmeiras é punido por expulsões no Brasileirão e clube tenta recurso para evitar ausência no clássico contra o Corinthians

Erika Osti Publicado em 09/04/2026, às 14h59
O técnico Abel Ferreira foi punido com oito jogos de suspensão pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva nesta quinta-feira (8), após julgamento de dois episódios de expulsão no Campeonato Brasileiro. O técnico pode ser uma ausência importante do Derby Paulista deste domingo (12), contra o Corinthians, na Neo Química Arena. O Palmeiras já prepara um recurso e pretende solicitar efeito suspensivo para liberar o treinador enquanto o caso é reavaliado.
A decisão foi tomada pela 2ª Comissão Disciplinar do tribunal e soma punições por duas partidas distintas. No clássico contra o São Paulo, Abel recebeu seis jogos de suspensão, enquanto outros dois jogos foram aplicados pela expulsão diante do Fluminense. Como já cumpriu duas partidas de forma automática após os cartões vermelhos, o treinador ainda teria seis jogos restantes de gancho, caso a punição seja mantida.
O enquadramento ocorreu com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de condutas contrárias à ética esportiva. No entendimento dos auditores, houve reincidência e excesso nas reclamações contra a arbitragem, o que justificou uma punição mais severa.
O episódio mais grave analisado pelo tribunal aconteceu no duelo contra o São Paulo. Na súmula, o árbitro Anderson Daronco relatou ter sido chamado de “cagão” pelo treinador palmeirense. Durante o julgamento, a procuradoria também apresentou um vídeo com leitura labial que indicaria o uso de ofensas ainda mais pesadas, argumento que reforçou o pedido de punição ampliada.
Já na partida contra o Fluminense, Abel foi expulso após o apito final por reclamações consideradas ríspidas e gestos em direção à equipe de arbitragem. O árbitro Felipe Fernandes de Lima registrou que o treinador se dirigiu de forma agressiva à assistente Fernanda Gomes Antunes e ao quarto árbitro, com gestos e palavras consideradas desrespeitosas.
A defesa do Palmeiras contestou parte das acusações, afirmando que não houve intenção de ofensa em alguns gestos relatados e que determinadas atitudes foram mal interpretadas. O clube também considera a punição desproporcional e aposta no recurso para reverter ou ao menos suspender os efeitos da decisão.
Nos bastidores, a diretoria alviverde trabalha para garantir a presença de Abel no banco já no próximo compromisso, considerado decisivo. Sem o efeito suspensivo, o treinador ficará fora do clássico contra o Corinthians e de uma sequência importante de jogos do Brasileirão.
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