Vigilância Sanitária e Decon apreendem equipamentos proibidos e investigam queixas de clientes

Gabriela Nogueira Publicado em 11/12/2025, às 18h46
A clínica de estética administrada por Rayane Figliuzzi, localizada na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi interditada durante uma operação realizada pela Delegacia do Consumidor em parceria com a Vigilância Sanitária. A ação, deflagrada nesta quinta-feira (11), atende a denúncias acumuladas de clientes que relataram ter sofrido danos durante procedimentos no local.
Ao longo da fiscalização, uma esteticista foi presa em flagrante. Autoridades apreenderam produtos inadequados para uso profissional e retiraram do estabelecimento duas câmaras de bronzeamento cuja utilização é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A investigação teve início após uma consumidora afirmar ter sofrido queimaduras ao utilizar uma das máquinas disponíveis na clínica.
Até o momento, Rayane Figliuzzi não se pronunciou sobre a interdição. A empresária, que ganhou projeção como musa da Vila Isabel e pelo relacionamento com o cantor Belo, já enfrentava desgaste público antes da operação. Nesta semana, ela deixou o posto na escola de samba alegando dificuldade em cumprir compromissos. A decisão foi associada à repercussão de um episódio no qual integrantes de sua equipe foram acusadas de racismo contra duas mulheres, caso investigado pela Decradi no Rio e que deve ser remetido para São Paulo, onde o ocorrido foi registrado.
O histórico de Rayane com a Justiça se estende ainda mais. Antes de ganhar notoriedade nas redes sociais, onde acumulava seguidores como atriz e modelo, ela passou a ser investigada por suspeita de estelionato em processos paralelos. Em setembro de 2025, a Justiça avaliou novamente sua situação no âmbito de uma ação por fraude, dispensando-a de comparecer presencialmente enquanto participava das gravações do reality A Fazenda, conforme decisão veiculada pela imprensa. A medida não alterou o andamento das apurações sobre sua participação nos golpes.
Com a interdição da clínica, o caso mais recente acrescenta novas camadas às discussões sobre a atuação da influenciadora e às medidas legais que ela enfrenta. A Delegacia do Consumidor seguirá investigando a responsabilidade pelo uso de equipamentos proibidos e pelos danos relatados por clientes. Já no campo judicial, Rayane continua sob monitoramento e responde às acusações que tratam de sua suposta ligação com esquemas criminosos.
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