Rodrigo Faro se tornou alvo de ação judicial após polêmica com financeira

Manoela Cardozo Publicado em 27/03/2025, às 17h16
Rodrigo Faro está sendo processado sob a acusação de propaganda enganosa. O apresentador foi citado em uma ação movida por uma mulher que alega ter sido vítima de um golpe financeiro envolvendo o recálculo de contratos de financiamento veicular. De acordo com o processo, Faro teria indiretamente influenciado a contratação do serviço ao atuar como garoto-propaganda da empresa TRIÊ Soluções Financeiras, que prometia reduzir juros abusivos em financiamentos.
A consumidora afirma que, em 2020, adquiriu um veículo por meio de financiamento e, ao ver a publicidade da empresa nas redes sociais, decidiu aderir ao serviço, confiando na credibilidade da marca reforçada pela imagem do apresentador. “A autora é uma pessoa de idade. Ela confiou na palavra daquilo que o Rodrigo Faro estava falando. O Rodrigo Faro tem uma participação sobre isso, porque está colocando o rosto dele, utilizando a influência dele, confiando na palavra dele. A responsabilidade está baseada no Código do Consumidor”, declarou a advogada Nathalia Dutra Braz da Silva.
No processo, a vítima relata que começou a pagar as parcelas do financiamento "recalculado" diretamente para a TRIÊ, acreditando que a empresa estaria quitando sua dívida com o banco. No entanto, foi surpreendida com um mandado de busca e apreensão do veículo, após o banco entrar com uma ação por falta de pagamento. Para não perder o carro, ela precisou recorrer a um empréstimo para quitar a dívida com a instituição financeira.
Agora, a consumidora pede a restituição dos valores pagos à TRIÊ e uma indenização por danos morais, totalizando R$ 59.520,62, além do cancelamento do contrato com a empresa. A empresa chegou a oferecer um acordo de R$ 3 mil, que foi recusado.
A defesa de Rodrigo Faro nega qualquer responsabilidade no caso e afirma que ele apenas prestou serviços publicitários para a empresa. Segundo o advogado do apresentador, responsabilizar um artista por supostas irregularidades de uma marca seria injusto. “O Rodrigo, nessa questão toda, acaba sendo uma vítima. Por quê? Porque, na verdade, ele é um garoto-propaganda. Ele foi contratado por essa empresa para poder fazer a venda da imagem da empresa, como ele faz com diversos outros contratos. Como qualquer outro artista faz com outras marcas também”, argumentou a defesa.
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