A mulher teria recusado ser atendida por seu colega de trabalho, que era gay

Vitória Tedeschi Publicado em 05/06/2023, às 14h00
Após um uma mulher ter se recusado a ser atendida por um médico gay em Feira de Santana, na Bahia, seu colega de trabalho tomou uma atitude inusitada: ele fez o atendimento usou peruca e maquiagem para receber a paciente em protesto.
Também nas redes sociais, o ginecologista Phelipe Balbi relatou que sofreu ofensas durante o plantão no Hospital da Mulher da cidade, a mulher teria afirmado que "não gosta de ser atendida por homossexual". Apesar disso, ele diz que realizou o atendimento normalmente, solicitando exames e atualizando o quadro clínico da gestante.
Foi quando, ao saber do caso com o colega, que Carlos Vinícius, que também é ator e drag, se maquiou e colocou uma peruca para atender a paciente em protesto. Antes do atendimento, ele ainda gravou um vídeo repudiando o caso e prestando solidariedade ao colega.
"Restou a mim, amigo dele, a acolher essa paciente e avaliar em retorno. Então, em solidariedade a ele, eu me arrumei para atender", disse Carlos no vídeo, em que aparece de peruca e maquiado.
Vivendo e vendo situações constrangedoras onde a gente menos imagina. Todos nós sabemos que homofobia é crime, imagine desacatar um profissional que está exercendo seu trabalho de forma digna e humana", desabafou.
De acordo com o G1, a paciente foi atendida pelo médico com os adereços e, após a consulta, teria dito que estava disposta a pedir desculpas pela atitude homofóbica que teve. No entanto, não foi informado se houve alguma retratação por parte da mulher.
@metropolesoficial Uma paciente, que buscou atendimento no Hospital da Mulher, de Feira de Santana (BA), teria se recusado a ser atendida por um médico gay, que estava de plantão no local. O médico prestou queixa por crime de homofobia e, seu colega de trabalho, colocou uma peruca para realizar o atendimento da paciente. Carlos, que também é ator e colega do médico que teria sido alvo de preconceito, substituiu o médico que teria saído para realizar a denúncia e relatou o caso nas redes sociais. Segundo o profissional, a situação foi constrangedora. "Sabemos que homofobia é crime, imagine desacatar um profissional, em seu ambiente de trabalho?", disse antes da consulta. #TikTokNotícias♬ som original - Metrópoles Oficial
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