Longa “Dark Horse” promete retratar a ascensão política do ex-presidente Jair Bolsonaro, com foco no atentado em Juiz de Fora e nos bastidores eleitorais.

Ana Beatriz Publicado em 09/04/2026, às 10h30
Jim Caviezel anunciou o filme 'Dark Horse', que retratará a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro em 2018, com estreia prevista para 11 de setembro de 2026. O pôster do filme, que mostra Caviezel caracterizado como Bolsonaro, sugere uma narrativa dramática focada em momentos de tensão política.
Caviezel, conhecido por seu papel em 'A Paixão de Cristo', tem se envolvido em polêmicas, incluindo posicionamentos antivacina, o que aumenta a expectativa em torno do filme. A direção é de Cyrus Nowrasteh, que promete um retrato honesto dos eventos que levaram à ascensão de Bolsonaro ao poder.
O roteiro é escrito por Mario Frias, aliado de Bolsonaro, que afirma que o filme busca apresentar 'a verdade' sobre o período. A produção surge em um contexto de polarização política no Brasil e deve provocar debates significativos no cenário cinematográfico e político.
O ator norte-americano Jim Caviezel divulgou nesta quarta-feira (8) o primeiro pôster oficial do filme Dark Horse (“O Azarão”, em tradução livre), produção que irá retratar a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. O próprio Caviezel também confirmou que o longa tem estreia marcada para 11 de setembro de 2026.
Na imagem divulgada, o ator aparece completamente caracterizado como Bolsonaro, vestindo a faixa presidencial e posicionado em frente ao Palácio do Planalto. O cenário, marcado por um céu carregado de nuvens escuras, sugere um tom dramático e simbólico, indicando que a narrativa deve explorar momentos de tensão e conflito ao longo da campanha.
Conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo em The Passion of the Christ, Caviezel assume agora um dos papéis mais politicamente sensíveis de sua carreira. Nos últimos anos, o ator também ganhou notoriedade por posicionamentos públicos controversos, incluindo declarações antivacina e alinhamento a teorias conspiratórias, o que amplia a repercussão em torno do projeto.
A direção do filme é assinada por Cyrus Nowrasteh, cineasta conhecido por obras com forte viés histórico e religioso. Segundo ele, a proposta é construir “um retrato honesto” dos acontecimentos que marcaram a ascensão de Bolsonaro ao poder, incluindo os bastidores da campanha e os impactos políticos e sociais daquele período.
Um dos pontos centrais da narrativa será o atentado sofrido por Bolsonaro em setembro de 2018, quando foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O episódio teve forte influência no desenrolar da eleição e deve ser tratado como momento-chave da trama.
O roteiro é assinado pelo deputado federal Mario Frias, aliado político de Bolsonaro e ex-Secretário Especial da Cultura. Frias tem defendido publicamente que o filme busca apresentar “a verdade” sobre os acontecimentos daquele período, indicando uma abordagem alinhada à visão do grupo político do ex-presidente.
A produção surge em um contexto de forte polarização política no Brasil e tende a gerar debates tanto no meio cinematográfico quanto no cenário político, especialmente por abordar um dos períodos mais marcantes da história recente do país sob uma ótica específica.
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