Camila Roxana Martinez Mendoza (3), foi para o hospital com suspeita de desidratação e logo em seguida, declarada morta

Marina Roveda Publicado em 26/08/2022, às 14h50
Na semana passada, uma menina de 3 anos acordou durante seu enterro, em Villa de Ramos, no México. Os familiares notaram o vidro do caixão embaçado e chamaram o socorro até o local. No entanto, a situação ficou ainda mais deprimente quando a menina foi declarada morta pela segunda vez.
Tudo começou quando Camila começou a sentir dores no estômago, febre e náuseas dois dias antes de ‘falecer’. O pediatra apontou desidratação e pediu que a encaminhassem para o hospital. “Eu a levei ao hospital, entrei com ela. Eles tiraram a roupa dela, colocaram toalhas molhadas para baixar a febre e o oxímetro no dedo. Eles pediram alguns supositórios, colocaram e foi isso. Depois de uma hora, eles me disseram que estava tudo bem, prescreveram soro e 30 goras de paracetamol”, lembrou a mãe, Mary Jane.
Como os medicamentos não sanaram o problema da pequena, os pais resolveram procurar médicos particulares para o tratamento. Um deles recomento que Camila retornasse para o hospital, desta vez com urgência. A menina foi internada no Hospital Básico Comunitário de Salinas de Hidalgo, onde logo foi declarada morta. “Não fizeram nenhum eletrocardiograma. Eu peguei minha bebê no colo e ela me abraçou, senti a força nos bracinhos dela. Mas tiraram ela de mim e disseram ‘Deixe que ela descanse em paz”, lembrou Mary.
E segundo noticiou o jornal El Universal, no enterro, a mãe da menina, Mary Jane Mendoza que notou a diferença no vidro do caixão. E, logo em seguida, a sogra dela também reparou que os olhos da neta estavam se mexendo. Quando conseguiram retirar Camila, ela apresentava uma frequência cardíaca de 97 batimentos por minuto, considerado normal para a idade.
Quando a emergência chegou, os batimentos da menina caíram para 35 por minuto. No caminho do hospital, o quadro teve uma significativa piora e, infelizmente, ela foi declarada morta novamente. Desta vez, o motivo foi morte cerebral, insuficiência metabólica e desidratação, resultado do tempo que passou fechada. A família busca justiça para o caso.
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