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BBB 26: Jonas Sulzbach é denunciado por crime gravíssimo

Caso envolvendo participante do reality show sai da casa e chega ao Ministério Público

BBB 26: Jonas Sulzbach é denunciado por crime gravíssimo - Imagem: Reprodução/Instagram
BBB 26: Jonas Sulzbach é denunciado por crime gravíssimo - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 04/02/2026, às 14h10


O nome de Jonas Sulzbach, participante do BBB 26, entrou no centro de uma polêmica que ultrapassou os muros da casa mais vigiada do país e chegou ao Ministério Público de São Paulo. O modelo foi denunciado após um episódio exibido em rede nacional, classificado como grave e que provocou forte reação de entidades e lideranças políticas.

A queixa-crime foi apresentada pelo deputado estadual suplente Agripino Magalhães Júnior, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, e tem como base declarações feitas por Jonas contra o influenciador e dançarino Juliano Floss, seu colega de confinamento.

O episódio ocorreu após a dinâmica do Sincerão, quando os dois protagonizaram uma discussão intensa, marcada por ofensas e ataques pessoais. Durante o embate, Jonas utilizou referências a hormônios femininos para tentar desqualificar Juliano, além de recorrer a termos associados ao feminino como forma de insulto.

Não foi a primeira vez. Ao longo do programa, Jonas já havia se referido a Juliano com apelidos considerados pejorativos, como “loirinha” e uma comparação com uma marca de cosméticos femininos. O mesmo padrão, segundo a denúncia, também teria sido usado contra outro participante da casa.

Para Agripino, as falas ultrapassam o limite do conflito típico de reality show. Em manifestação pública, o parlamentar afirmou que as expressões utilizadas visam desqualificar e estigmatizar a orientação sexual ou identidade de gênero de Juliano Floss, ainda que ele seja um homem heterossexual.

Segundo o deputado, esse tipo de conduta pode se enquadrar como crime, já que o Supremo Tribunal Federal equiparou a homotransfobia ao crime de racismo. Ele ressaltou que ofensas baseadas em estereótipos de gênero, quando difundidas por meios de comunicação de massa, têm impacto ampliado e atingem diretamente a dignidade da pessoa ofendida.

“O preconceito não pode ser tratado como entretenimento. Toda forma de discriminação é violência, e relativizar isso só contribui para a normalização do discurso de ódio”, afirmou Agripino em suas redes sociais ao comentar o caso.

A equipe responsável pelas redes sociais de Juliano Floss também se manifestou. Em nota publicada no Instagram, os representantes questionaram o motivo de Jonas recorrer repetidamente a adjetivos femininos para atacar outros homens da casa. O comunicado destacou que esse tipo de agressão está diretamente ligado a preconceitos estruturais sobre masculinidade e feminilidade.

Na nota, a equipe reforçou que Juliano é heterossexual e que o uso desses termos como ofensa revela mais sobre quem ataca do que sobre quem é atacado. Para os representantes, associar o feminino a algo inferior é uma prática que reforça estigmas e precisa ser combatida.

Até o momento, Jonas Sulzbach e sua equipe não se pronunciaram publicamente sobre a denúncia. O silêncio, no entanto, não freou a repercussão do caso, que segue dominando debates nas redes sociais e levantando questionamentos sobre responsabilidade, limites e consequências dentro e fora do reality show.


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