Religioso fez declaração durante celebração deste domingo em São Paulo

Gabriela Nogueira Publicado em 21/12/2025, às 15h16
O padre Júlio Lancellotti celebrou, neste domingo (21), sua primeira missa dominical após a decisão da Arquidiocese de São Paulo de impedir a transmissão do rito por seus canais oficiais na internet. Ao final da celebração, o sacerdote fez um pronunciamento firme sobre o momento vivido pela Pastoral de Rua, organização ligada à Igreja que atua no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social na capital paulista.
Em sua fala, o padre demonstrou preocupação com o que classificou como movimentos articulados contra o trabalho desenvolvido pela pastoral. Segundo ele, enquanto a comunidade se reúne para promover acolhimento e solidariedade, há grupos que se organizam para atacar e deslegitimar as ações sociais. O religioso afirmou que não sabe como será o cenário nas próximas semanas, mas reforçou que seguirá atuando ao lado de quem mais precisa.
Padre Júlio também destacou que muitas das críticas partem de pessoas que desconhecem a trajetória e a realidade enfrentada pelos atendidos. Para ele, há um distanciamento entre os discursos de ataque e a vivência concreta das ações realizadas diariamente nas ruas e nos centros de acolhimento.
Durante a homilia, o sacerdote citou iniciativas mantidas pela pastoral, como o Centro Santa Dulce, a Casa Santa Virgínia e a Casa Nossa Senhora das Mercês. Ele convidou quem questiona o trabalho a conhecer esses espaços de perto, ressaltando que a visita é suficiente para compreender a dimensão das atividades realizadas.
Outro ponto enfatizado foi a importância das doações da sociedade civil. Padre Júlio lembrou que a padaria mantida pela pastoral produz cerca de dois mil pães por dia, distribuídos em diferentes regiões da cidade, e destacou que todo o funcionamento depende exclusivamente da colaboração da comunidade, sem repasses governamentais.
O religioso também reafirmou publicamente seu compromisso com grupos historicamente marginalizados, como pessoas em situação de rua, trabalhadores rurais sem terra, povos indígenas, população negra e mulheres. Segundo ele, mesmo diante de críticas, perseguições ou dificuldades, a missão de acolher e defender essas populações seguirá até o fim.
Apesar da restrição imposta pela Arquidiocese, a celebração acabou sendo transmitida ao vivo por meio do Instagram da Rede Jornalistas Livres. Procurada ao longo da semana, a Arquidiocese de São Paulo não se manifestou oficialmente sobre o caso até a publicação desta reportagem.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Josh Grisetti, estrela de musicais da Broadway, morre aos 44 anos

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e investiga possível propaganda eleitoral antecipada

Grupo quer Flávio longe de Lucas Bove; deputado é réu e defende "corrupto cristão"

São Paulo tem queda de casos graves ligados à influenza

Dino bloqueia R$ 6,15 milhões de Eduardo Cunha em apuração sobre emendas parlamentares