Administradora conta a história de quando foi levada para um parto de emergência, no qual sua filha morreu e ela ainda precisou retirar o útero. Entenda o que aconteceu

Renata Silva Publicado em 16/10/2022, às 22h21
A administradora Vanessa Botacini, de 34 anos, enfrentou um momento muito difícil de sua vida ao perder a filha no parto e também ter que retirar o útero durante a cirurgia da cesárea. Em depoimento para a revista Crescer, do Grupo Globo, ela revelou como se sentiu na época e qual é o plano para realizar o sonho de ser mãe.
A administradora conseguiu engravidar pela segunda vez após sofrer um aborto. Durante a nova gravidez, ela estava ansiosa para ter a filha e também com medo por causa da perda anterior. No dia do chá de bebê, quando estava com 35 semanas de gestação, ela começou a sentir dores e foi levada ao hospital. Lá, ela passou por uma cesárea de emergência.
Às pressas, os médicos fizeram o parto, mas ela não ouviu o choro da bebê, que foi levada para ser atendida pelos profissionais. Ela contou que percebeu que os médicos não conseguiam controlar o sangramento no seu útero e ela precisou de transfusão de sangue. Logo depois, os médicos pediram autorização para retirar o útero dela. Ela contou que disse 'sim' para o procedimento porque acreditava que sua filha estava viva. Porém, a notícia da morte da bebê veio pouco depois.
A mulher contou que recebeu a notícia de que a bebê não resistiu e faleceu. “Foi um dos piores dias da minha vida. Fui para o quarto na UTI e lá tive uma parada cardíaca. Me reanimaram e eu voltei. Só fui entender o que aconteceu no dia seguinte. Meu útero rompeu, eu perdi muito sangue e, se tivesse uma parada cardíaca nesse cenário, poderia ter partido também. Em casos de ruptura uterina, poucas mulheres sobrevivem. Eu estou aqui viva, sou um milagre. Ao mesmo tempo, tenho que lidar que agora não tenho meu útero e nem a minha filha”, declarou à Crescer.
Ela ainda contou que tem seus óvarios e decidiu fazer a fertilização in vitro. Ela e o marido criaram embriões e agora procuram uma barriga solidária para ter um bebê. A administradora contou a sua história no livro Há Vida Após o Luto, que foi lançado no último final de semana.
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