A marca rompeu contrato após declarações antissemitas e "inaceitáveis" do músico

Vitória Tedeschi Publicado em 25/10/2022, às 18h02
Nesta terça-feira (25), a marca Adidas rompeu a parceria com o rapper Kanye West após uma enxurrada de comentários antissemitas feitos nas mídias sociais e em aparições na mídia nacional. Com o fim de Yeezy, o rapper deixou de ser bilionário.
Em comunicado oficial, a empresa diz que "não tolera antissemitismo e qualquer outro tipo de discurso de ódio. Os comentários e ações recentes de Ye foram inaceitáveis, odiosos e perigosos, e violam os valores da empresa de diversidade e inclusão, respeito mútuo e justiça."
A marca de equipamentos esportivos vinha trabalhando com o Kanye desde 2013, e o rapper já chegou a afirmar durante participação no podcast Drink Champs que ele podia dizer qualquer coisa e não seria dispensado pela marca. "Posso dizer coisas antissemitas – e a Adidas não pode me dispensar".
Afinal, de 4% a 8% das vendas totais da Adidas vêm de produtos Yeezy, de acordo com o banco de investimentos Cowen. Para Ye, o negócio era ainda maior, correspondendo a US$ 1,5 bilhão de seu patrimônio líquido.
Mesmo com o enorme lucro, a marca alemã, que já tinha informado no início do mês que estava reavaliando a parceria com o músico, confirmou o encerramento a parceria depois de Kanye inclusive já ter criticado as ações comerciais da empresa.
"Após uma revisão completa, a empresa tomou a decisão de encerrar a parceria com Ye [como Kanye é chamado atualmente] imediatamente, encerrar a produção de produtos da marca Yeezy e interromper todos os pagamentos a Ye e suas empresas. A adidas interromperá o negócio da adidas Yeezy com efeito imediato", diz ainda a nota.
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