O projeto “cadeirante do dia” tem ensinado sobre empatia aos alunos do 4º ano de uma escola de Rio Preto (SP). Eles convivem com um colega que tem paralisia

Redação Publicado em 24/06/2018, às 00h00 - Atualizado às 12h26
O projeto “cadeirante do dia” tem ensinado sobre empatia aos alunos do 4º ano de uma escola de Rio Preto (SP). Eles convivem com um colega que tem paralisia cerebral e utiliza cadeira de rodas.
Kauã Henrique da Silva Fortunato, de 9 anos, tem o movimento dos braços e pernas comprometidos e, para que a turma compreendesse as limitações do colega, o professor Leandro Ferreira propôs o desafio de um aluno por dia se locomover apenas com a ajuda de uma cadeira de rodas na Escola Municipal Regina Mallouk.
“A gente desenvolveu o projeto onde cada dia um aluno diferente fique na cadeira de rodas para sentir as dificuldades de acessibilidade do nosso meio. Coisas simples do dia a dia se modificam, como apontar um lápis, sair da carteira ou brincar com os colegas”, explica o professor.
A ideia surgiu depois que o Kauã passou a fazer parte da turma, no começo deste ano. Ele ainda está em processo de alfabetização, em uma fase diferente do restante dos amigos que encara a situação com solidariedade e amizade.
Eles cuidam, querem ajudar e, depois da experiência de encarar uma cadeira de rodas, eles passaram a enxergar o Kauã de modo ainda mais especial.

Colegas de sala de aula ensinam e cuidam de Kauã, que tem paralisia cerebral (Foto: Reprodução/TV TEM)
Para se adaptar ao uso da cadeira de rodas, os alunos precisam se esforçar para empurrar as rodas, achar um jeito para tomar água sem esbarrar em nada.
“Eu já imaginava que seria difícil porque eu vejo a dificuldade do Kauã. Ele precisa de ajuda e a gente também precisa ajudar o próximo”, afirma Juliana, de 9 anos, que é a cadeirante do dia.

Kauã Henrique da Silva Fortunato, de 9 anos, nasceu com paralisia cerebral (Foto: Reprodução/TV TEM)
Todo o aprendizado sobre empatia só tem sido possível porque o Kauã chegou à escola. E para ele chegar à unidade de ensino não é fácil, mas a mãe do menino se esforça para ver o filho feliz.
“Quando ele nasceu os médicos não deram esperança, disseram que o quadro era grave. Mas hoje ele está evoluindo e pretendo que ele faça uma faculdade porque ele gosta do estudo, ele adora ir à escola”, diz Kelly da Silva.

Kauã Henrique da Silva Fortunato está em processo de alfabetização em escola de Rio Preto (SP) (Foto: Reprodução/TV TEM)
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