Na segunda-feira (28), técnicos do ministério e dos conselhos de educação se reunirão para analisar a proposta

Marina Roveda Publicado em 24/08/2023, às 08h18
O Ministério da Educação (MEC) recebeu, nesta semana, um pedido conjunto das secretarias de educação para adiar as mudanças previstas no Novo Ensino Médio para 2025. Os Conselhos Nacional e Estaduais de Educação, assim como o Conselho Nacional dos Secretários de Educação, uniram suas vozes em um posicionamento único contra várias das sugestões apresentadas pelo governo. No início deste mês, o MEC propôs um aumento na carga horária das matérias obrigatórias, passando de 1.800 para 2.400 horas/aula.
No pedido enviado ao ministério, as entidades dos conselhos defendem um meio termo de 2.100 horas/aula para as matérias obrigatórias, com o restante sendo dedicado à parte diversificada do currículo. Outro ponto de discordância é a limitação dos itinerários formativos, que são as áreas de escolha do estudante na grade curricular. Os conselhos defendem que os estados tenham autonomia para definir suas próprias regras, em vez de uma imposição geral.
Além disso, os conselhos são contrários à permissão de educação à distância no ensino médio, divergindo do governonesse ponto. Por essas razões, eles propõem que as mudanças não entrem em vigor a partir de 2025. Uma reunião está marcada para a próxima segunda-feira (28) entre técnicos do MECe representantes das entidades para analisar a proposta em detalhes.
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