O caso chegou à polícia por causa da mãe que foi registrar o acontecido

Juliane Moreti Publicado em 30/09/2022, às 18h13
Uma adolescente de 12 anos foi vítima de ataques racistas, homofóbicos e gordofóbicos por colegas da escola Eleva, na Barra da Tijuca, no estado do Rio de Janeiro. O caso chegou à polícia por causa da mãe que foi registrar o acontecido.
Segundo o que foi relatado, nas mensagens do início de agosto, a menina era chamada de ''preta, gorda, lésbica, burra e bolsista'', com estudantes reforçando todos os maus adjetivos.

A divulgação do que era escrito foi feita nas redes sociais e deletada um tempo depois, porém, deu tempo de gerar visualização e uma repercussão negativa.
A mãe da menina afirmou, anonimamente a TV Globo, que esse acontecimento a fez reviver episódios de ataques que ela também sofreu em uma escola particular, por ser negra, quando era menor e bolsista.
A adolescente mora com mãe e a madrasta, que trabalhava na escola, e, por causa disso, possuía o benefício. Porém, ela [a madrasta] foi suspensa e demitida em setembro, depois do acontecimento do caso.
Segundo a mãe, a atitude da escola foi uma tentava de conseguir retirar a vítima da instituição de forma indireta, já que ela depende da bolsa por ser parente de uma funcionária.
A polícia Civil registrou o caso como injúria por preconceito. Atualmente, a adolescente passa por psicólogo de duas as três vezes na semana.
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