País chega a 66% das crianças alfabetizadas no tempo esperado e projeta novos avanços até 2030

Erika Osti Publicado em 23/03/2026, às 19h05
O Brasil atingiu e superou a meta de alfabetização infantil prevista para 2025 ao registrar que 66% das crianças estão aptas a ler e escrever ao fim do segundo ano do ensino fundamental. O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (23), em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante cerimônia oficial.
O índice representa duas em cada três crianças alfabetizadas na idade considerada adequada, superando a meta inicial de 64% estabelecida pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O avanço ocorre dois anos após o lançamento do programa, que tem como objetivo elevar o índice para 80% até 2030. Segundo Lula, o resultado mostra que a meta, antes considerada difícil, está ao alcance. A expectativa do governo é atingir 70% já no próximo ano, mantendo o ritmo de crescimento.
A divulgação foi feita durante a entrega do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, que reconhece boas práticas de gestão educacional em estados e municípios. Nesta edição, 4.710 cidades e 18 estados foram premiados, distribuídos entre as categorias ouro, prata e bronze. O selo ouro foi concedido a 11 estados e 2.274 municípios, enquanto seis estados e 1.890 cidades ficaram com a categoria prata. Um estado e 546 municípios receberam o selo bronze.

De acordo com o Ministério da Educação, o desempenho reflete a articulação entre União, estados e municípios, com políticas adaptadas às realidades locais. A estratégia também inclui ações para recuperar a aprendizagem de alunos do terceiro ao quinto ano, impactados pelas perdas educacionais durante a pandemia de COVID-19.
O ministro Camilo Santana destacou que o objetivo final é garantir a alfabetização de todas as crianças até o fim do segundo ano, conforme previsto no Plano Nacional de Educação. Ele também apontou outros sinais positivos na área: a evasão escolar caiu pela metade nos últimos três anos, enquanto a participação em escolas de tempo integral cresceu de 15% para 25,7% no mesmo período.
Apesar dos avanços, o desafio permanece em reduzir desigualdades regionais e manter a trajetória de melhoria. Especialistas apontam que consolidar a alfabetização na idade certa é um dos pilares para melhorar o desempenho educacional e ampliar oportunidades no longo prazo.
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