A agência Fitch Ratings projetou que os danos segurados provocados pelo furacão Milton podem variar entre US$ 30 bilhões e US$ 50 bilhões

William Oliveira Publicado em 13/10/2024, às 09h40
Após a passagem do furacão Milton pela Flórida, Estados Unidos, a agência de classificação de risco Fitch Ratings projetou que os danos segurados provocados pelo fenômeno podem variar entre US$ 30 bilhões e US$ 50 bilhões. Além do impacto econômico, a tragédia resultou em 16 mortes confirmadas até a manhã desta sexta-feira (11).
Caso as estimativas se confirmem, o montante que as seguradoras norte-americanas deverão desembolsar para cobrir os prejuízos será substancialmente superior ao total gasto por seguradoras brasileiras em decorrência das enchentes e chuvas intensas que atingiram o Rio Grande do Sul no primeiro semestre deste ano. Conforme dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), até o final de setembro, as indenizações solicitadas por gaúchos afetados ultrapassaram R$ 6 bilhões, o equivalente a pouco mais de US$ 1 bilhão.
Ainda segundo a CNSeg, esse valor pode alcançar R$ 8 bilhões, dependendo da quantidade de novos pedidos de seguros relacionados a Grandes Riscos. Esses seguros costumam levar mais tempo para serem contabilizados devido à complexidade dos processos de auditoria envolvidos, como é o caso das coberturas para perdas de receita empresarial.
No Rio Grande do Sul, os principais danos segurados referem-se a grandes riscos (R$ 3,2 bilhões), seguidos por automóveis (R$ 1,2 bilhão), imóveis residenciais (R$ 601 milhões) e agrícolas (R$ 177 milhões).
Nos Estados Unidos, a quantificação precisa das perdas depende da ativação efetiva dos seguros, um produto que possui maior adesão no país em comparação ao Brasil. De acordo com a Fitch Ratings, as perdas acumuladas pelo furacão Milton e os danos causados pelo furacão Helene podem ultrapassar US$ 100 bilhões.
O furacão Helene deixou um rastro de destruição em seis estados norte-americanos e foi responsável por pelo menos 235 mortes, tornando-se o segundo furacão mais mortal no país nos últimos 50 anos, atrás apenas do furacão Katrina, em 2005.
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