O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, impôs algumas ressalvas para ingressar ao grupo

Marina Roveda Publicado em 04/12/2023, às 08h13
O Brasil está avaliando a possibilidade de se juntar à OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), um grupo composto por grandes produtores de petróleo global. O convite foi feito durante a visita do secretário geral da OPEP+, Haithmam Al-Ghais, ao país neste ano. Embora a aceitação do convite esteja sendo considerada, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que a empresa não aceitará limites de cota de produção, mantendo o respeito à governança e estatuto social da companhia.
Em entrevista à Jovem Pan News, Prates esclareceu que o Brasil, se ingressar na OPEP+, não estaria sujeito a cotas de produção, uma vez que a organização é uma plataforma de cooperação e análise em conjunto com a OPEP. Ele reforçou o compromisso da Petrobras como uma empresa aberta no mercado, que não pode ser sujeita a cotas.
O secretário geral da OPEP+ destacou a importância do Brasil devido à sua preocupação com a transição energética, tornando-se uma peça fundamental para a sustentabilidade global. A proposta de integração à OPEP+ não imporia cotas ao Brasil, diferenciando-se do tratamento dado aos países membros.
Aurélio Amaral, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), acredita que a participação do Brasil na OPEP+ pode acontecer sem impactos significativos no mercado brasileiro, considerando as atuais condições e produção de petróleo, que se aproxima de 4 milhões de barris diários, com estimativa de atingir cerca de 5 milhões de barris por dia até 2030.
A decisão final do Brasil sobre o convite ainda está pendente.
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