Diário de São Paulo
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Imposto Sobre Operações Financeiras

Compras em cartões internacionais têm IOF reduzido para 3,38% em 2025

Redução progressiva do IOF sobre o câmbio foi definida em 2022, no governo Bolsonaro. Taxação menor começou a valer nesta quinta; IOF cai a zero em 2028

Compras internacionais terão IOF reduzido. - Imagem: Reprodução | Freepik
Compras internacionais terão IOF reduzido. - Imagem: Reprodução | Freepik

por Marina Milani

Publicado em 03/01/2025, às 16h02


Os brasileiros que planejam compras no exterior ou viagens internacionais começam 2025 com uma boa notícia: o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre cartões de crédito e pré-pagos internacionais caiu de 4,38% para 3,38%. A medida, prevista em um cronograma iniciado em 2022, entrou em vigor nesta quinta-feira (2) e permanecerá válida até o final de 2025, quando novas reduções estão programadas.

Por que o IOF está diminuindo?
A redução do imposto faz parte de uma iniciativa para alinhar o Brasil às práticas recomendadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O país está em processo de adesão à entidade, que reúne as nações mais desenvolvidas do mundo. O cronograma, estabelecido durante o governo de Jair Bolsonaro e mantido por Luiz Inácio Lula da Silva, prevê zerar o IOF até 2028.

Calendário de redução do IOF para cartões internacionais:

  • 2025: 3,38%
  • 2026: 2,38%
  • 2027: 1,38%
  • 2028: 0%

Para a compra de moeda estrangeira em espécie, a alíquota de 1,1% permanece inalterada e também será reduzida gradualmente até 2028.

Impacto na prática
A diminuição do IOF é especialmente benéfica para quem utiliza cartões em viagens ou para compras online em moeda estrangeira. A medida também segue a tendência de liberalização do mercado de câmbio brasileiro, que ganhou força com novas regras aprovadas em 2023 pelo Banco Central.

Essas mudanças refletem uma visão menos burocrática e mais integrada ao mercado global, abandonando legislações cambiais que datavam da década de 1920.

Cenário econômico
Apesar da redução do IOF, o custo do dólar continua a impactar o bolso dos brasileiros. Em 2024, a moeda acumulou alta de quase 28%, encerrando o ano cotada a R$ 6,18. Mesmo com as mudanças no câmbio, especialistas alertam que a cotação elevada pode minimizar os benefícios da redução tributária.


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