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Cesta básica sobe

Cesta básica fica mais cara em todo o país e pressiona custo de vida

Alta foi registrada em todas as capitais em março, com destaque para aumento do feijão, carne

Com o custo elevado da cesta básica, o Dieese aponta que o salário-mínimo ideal para sustentar uma família deveria ser de R$ 7.425,99 - Imagem: Reprodução
Com o custo elevado da cesta básica, o Dieese aponta que o salário-mínimo ideal para sustentar uma família deveria ser de R$ 7.425,99 - Imagem: Reprodução

Letícia Sales Publicado em 08/04/2026, às 12h53


O custo da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal durante o mês de março, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento.

As maiores elevações foram registradas em Manaus, com alta de 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

No acumulado de 2026, todas as capitais também registram aumento nos preços, com variações que vão de 0,77%, em São Luís, até 10,93%, novamente em Aracaju.

Entre os principais responsáveis pela alta está o feijão, que teve aumento em todas as regiões pesquisadas. O tipo preto registrou elevação nas capitais do Sul, além de Rio de Janeiro e Vitória. Já o feijão carioca apresentou variações ainda mais expressivas, chegando a subir mais de 20% em Belém. A principal razão apontada é a redução da oferta, causada por dificuldades na colheita.

Outros itens essenciais também encareceram, como tomate, carne bovina de primeira e leite integral, ampliando o impacto no orçamento das famílias.

A cesta básica mais cara do país foi registrada em São Paulo, com custo médio de R$ 883,94. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35).

Já os menores valores foram observados em capitais do Norte e Nordeste, como Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Com base no custo mais elevado, o Dieese estima que o salário-mínimo necessário para cobrir despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.425,99 — cerca de 4,58 vezes o valor atual, fixado em R$ 1.621,00.


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