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Economia

Brasil bate recorde de exportação de carne, mesmo com taxas dos EUA

Com aumento nas vendas para China e Europa, Brasil supera desafios impostos por tarifas dos EUA no mercado de carne bovina

Apesar da queda nas vendas para os EUA, Brasil alcança faturamento recorde de US$ 14,655 bilhões em 2025 com carne bovina - Foto: Divulgação/ ABIEC
Apesar da queda nas vendas para os EUA, Brasil alcança faturamento recorde de US$ 14,655 bilhões em 2025 com carne bovina - Foto: Divulgação/ ABIEC

Redação Publicado em 16/11/2025, às 09h35


O mercado de exportação de carne bovina do Brasil está indo de vento em popa 2025, batendo recorde atrás de recorde. Mesmo com o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos, que fez as vendas para lá despencarem, o setor conseguiu compensar o prejuízo e crescer, graças a um aumento impressionante nas vendas para outros mercados, principalmente a China e a União Europeia.

Em outubro, o faturamento com as exportações de carne bovina atingiu US$ 1,897 bilhão, representando uma alta de 37,4% em comparação com o mesmo mês de 2024. O volume total de produtos enviados para fora (incluindo carne, miúdos e até sebo) também subiu 12,8%.

Esses números de outubro ajudaram a consolidar um ano histórico. Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados, o faturamento nos primeiros dez meses do ano já é o maior da história, chegando a US$ 14,655 bilhões.

O “Efeito Tarifaço” dos EUA

O crescimento geral do setor é impressionante, principalmente porque o Brasil teve que lidar com um grande obstáculo: a decisão dos Estados Unidos, um dos nossos maiores compradores, de aumentar as taxas sobre os produtos brasileiros.

Desde que as novas tarifas entraram em vigor, entre agosto e outubro, as vendas para o mercado americano caíram 36,4%. Na prática, isso significou um prejuízo estimado em US$ 700 milhões para os frigoríficos brasileiros. Só em outubro, a venda de carne in natura para os EUA caiu 54%, e a de carne industrializada recuou 20,3%.

A Abrafrigo destaca que, embora o Brasil tenha conseguido compensar essa perda “com folga”, vendendo mais para outros países, o resultado do ano poderia ser ainda melhor se não fosse essa barreira comercial imposta pelo governo americano.

China e Europa salvam a conta

Se os Estados Unidos fecharam uma porta, a China abriu um portão. O país asiático continua sendo o principal destino da carne brasileira. De janeiro a outubro, as vendas para a China dispararam 45,8% em faturamento, chegando a mais de US$ 7 bilhões.

A grande surpresa, no entanto, foi a União Europeia. Em outubro, as vendas para o bloco europeu mais do que dobraram, crescendo 112% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os europeus também estão pagando caro pela carne brasileira: o preço médio da tonelada chegou a mais de 8.300 dólares, mostrando a força e a qualidade do produto nacional no mercado internacional.


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