A mudança na bandeira tarifária se deve à redução na geração hidrelétrica e ao acionamento de usinas termoelétricas mais caras

Gabriela Thier Publicado em 31/05/2025, às 09h08
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou, nesta sexta-feira (30), que a bandeira tarifária das contas de energia elétrica será alterada para vermelha, nível 1, a partir do mês de junho. Essa mudança implica um custo adicional de R$4,463 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelos consumidores.
Conforme explicações fornecidas pela Aneel, essa decisão se deve ao cenário atual de afluências abaixo da média em todo o território nacional, conforme indicado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). O resultado esperado é uma redução na geração hidrelétrica em comparação ao mês anterior, acarretando um aumento nos custos de geração. Isso ocorre devido à necessidade de ativação de fontes de energia mais caras, como as usinas termoelétricas.
No mês de maio, a Aneel havia acionado a bandeira amarela em função da transição entre o período chuvoso e o seco do ano. As previsões climáticaspara os próximos meses indicam chuvas e vazões abaixo da média nas regiões que abrigam os reservatórios.
Com o término do período chuvoso, a expectativa quanto à geração de energia hídrica piorou. Essa condição poderá exigir, nos próximos meses, um maior acionamento das usinas termoelétricas, que operam com um custo elevado.
Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária havia permanecido na cor verde, refletindo condições favoráveis para a geração de energia no Brasil.
Sistema de Bandeiras Tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado pela Aneel em 2015 e tem como objetivo refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica. Essas bandeiras são classificadas em níveis e informam aos consumidores sobre o custo real da geração de energia que abastece residências, comércios e indústrias no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Quando a bandeira verde está em vigor, não há acréscimos nas tarifas. Entretanto, ao serem acionadas as bandeiras vermelha ou amarela, há aumentos nas contas de energia a cada 100 kWh consumidos. No caso da bandeira amarela, o acréscimo é fixado em R$1,885 por cada 100 kWh consumidos.
A bandeira vermelha é subdividida em dois patamares: no primeiro patamar, a tarifa aumenta em R$4,463 para cada 100 kWh; já no segundo patamar, o acréscimo eleva-se para R$7,877 para cada 100 kWh consumidos.
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