Um vídeo obtido pelo garçom Reinaldo Junior, dono da cadelinha Pandora, mostra o animal correndo pela pista e Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional

Redação Publicado em 03/01/2022, às 00h00 - Atualizado às 14h19
Um vídeo obtido pelo garçom Reinaldo Junior, dono da cadelinha Pandora, mostra o animal correndo pela pista e Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana.
A cachorra viajava dentro de uma caixa de transporte em um voo da Gol e desapareceu no dia 15 de dezembro durante uma conexão do Recife, em Pernambuco, para Navegantes, em Santa Catarina. A passagem da Pandora, paga à Gol, custou R$ 850, mais R$ 650 da caixa que é obrigatória para o transporte.
As imagens mostram alguns funcionários do aeroporto vendo Pandora circular pelo Terminal de Cargas e apontar para onde ela seguia. Às 9h19, a câmera registra Pandora andando pelo gramado perto de uma guarita.

“Não tem supervisão da Pandora como eles [funcionários da Gol] disseram que eles estavam tentando pegar ela. Como vocês podem ver é mentira, a imagem fala por si só, não tem ninguém”, lamenta Reinaldo.
O dono da Pandora conseguiu as imagens com a Polícia Civil. Ele vinha solicitando o vídeo com a Gol e a GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, mas não tinha recebido.
“Estou abalado psicologicamente, fisicamente. Eu já emagreci 9 kg”, disse Reinaldo Junior, que está hospedado em um hotel de São Paulo procurando por Pandora desde a cachorro desapareceu. Ele criou um abaixo-assinado para regulamentar o transportes de animais no país durante viagens de avião.
A Gol garantiu o pagamento do hotel até esta segunda-feira (3) e o Reinaldo, que ainda não localizou o animal, não sabe como fará para custear as despesas, mas disse que não volta para o Recife antes de localizá-la.
“Eu não vou voltar sem ela, é minha filha”, afirmou.
Quem tiver informações sobre o paradeiro da cachorra pode entrar em contato com Reinaldo: (81) 99241-1983 e (81) 99611-8997.
Em nota, a Gol afirmou que nunca deixou de procurar a Pandora, apesar de ter dito, em 21 de dezembro que não estava mais fazendo buscas com ajuda de empresas especializadas em procurar animais perdidos porque, com as chuvas depois do desaparecimento de Pandora, os cães farejadores não conseguem encontrar mais vestígios. A empresa aérea não informou se vai continuar pagando o hotel para o dono da cachorra.

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g1
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