Um estudo realizado pela Climate Central disponibilizou uma simulação de como o estado ficará com as mudanças climáticas

por Marina Milani
Publicado em 30/03/2024, às 11h20
O aquecimento global está acelerando o derretimento das geleiras e contribuindo para o aumento do nível do mar em todo o mundo. Em Santa Catarina, esse fenômeno pode ter consequências significativas, como indicado por um estudo realizado pela Climate Central, dedicada à análise dos efeitos das mudanças climáticas. O mapa desenvolvido pela entidade destaca as áreas do estado que correm maior risco de ficarem submersas até 2030, alertando para a urgência de medidas para lidar com a crise climática.
Para o biólogo e estudante de mudanças climáticas Paulo Horta, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as tendências atuais de derretimento das geleiras confirmam as previsões alarmantes feitas pela Climate Central. Horta ressalta que, infelizmente, esses cenários podem se agravar ainda mais se não forem adotadas medidas eficazes para mitigar o aquecimento global.
No entanto, o especialista destaca a importância de análises mais detalhadas sobre as áreas vulneráveis, levando em consideração as características específicas de cada região. Enquanto a Climate Central baseia suas projeções em um mapa global de topografia, Horta enfatiza a necessidade de que cada governo desenvolva modelos de previsão de mudanças climáticas adaptados à realidade local.
Um artigo recente publicado na revista Nature revelou que a Groenlândia perdeu mais de 1.000 gigatoneladas de gelo entre 1985 e 2022, evidenciando a gravidade do derretimento das geleiras. Paulo Horta destaca que o ritmo desse derretimento, especialmente no verão, será crucial para prever os impactos da inundação nas áreas costeiras de Santa Catarina.
O mapa elaborado pela Climate Central permite que os usuários explorem o risco de inundação costeira e as projeções de aumento do nível do mar por década em qualquer lugar do mundo. Além disso, os dados mais precisos de elevação estão disponíveis para incorporação, possibilitando uma análise mais detalhada e precisa da situação.
Diante desse cenário, é fundamental que governos, empresas e a sociedade como um todo atuem de forma conjunta e urgente para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e adotar medidas de adaptação para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A preservação das áreas costeiras e a proteção das comunidades vulneráveis devem ser prioridades na agenda global de sustentabilidade.
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