Prepare-se para calor intenso, chuvas irregulares e os impactos do fenômeno La Niña

Gabriela Thier Publicado em 21/12/2024, às 17h46
O verão iniciou oficialmente neste sábado (21), às 6h20 (horário de Brasília), marcando uma nova fase climática para o Hemisfério Sul. Com a aproximação da Terra ao Sol, os brasileiros devem se preparar para dias mais longos e temperaturas elevadas, acompanhados por chuvas intensas e ventos fortes que já se fazem sentir em várias regiões do país.
De acordo com o Prognóstico Climático de Verão, publicado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), espera-se que o fenômeno La Niña, frequentemente associado a intensas precipitações no Norte e Nordeste do Brasil e secas no Sul, tenha uma duração reduzida nesta temporada. As previsões indicam uma probabilidade de 60% de ocorrência deste fenômeno entre janeiro e março, que diminui gradualmente para 40% entre fevereiro e abril de 2025.
A região Norte se destaca como uma exceção, pois deverá enfrentar um cenário de chuvas acima da média. Em contraste, a expectativa para o Nordeste é que as precipitações entre janeiro e março sejam inferiores à média histórica. Já nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão é de chuvas dentro do normal ou ligeiramente abaixo desse patamar.
Embora a previsão geral indique um volume de chuvas aquém do esperado para os meses iniciais do ano em quase todo o Brasil, a parte noroeste da Região Nordeste pode vivenciar períodos de chuvas mais intensas durante o verão, possivelmente alcançando as médias regionais em determinados locais.
No Sul do Brasil, onde as chuvas costumam ser escassas nesta época do ano, a expectativa é de que os volumes permaneçam normais ou abaixo do normal. No Rio Grande do Sul, especialmente no extremo sul do estado, a previsão indica chuvas inferiores a 400 milímetros.
A meteorologista responsável pelo relatório alertou que a regularidade das chuvas nas Regiões Norte e Nordeste poderá ser ainda mais afetada caso as atuais condições oceânicas persistam.
Além disso, segundo o documento divulgado pelo Inmet, essas variações climáticas podem impactar significativamente setores econômicos cruciais, como a agropecuária, a geração de energia hidrelétrica e a manutenção dos níveis adequados de água nos reservatórios para abastecimento público.
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