Diário de São Paulo
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Horário de Verão

Horário de Verão permanece fora dos planos do governo

Suspensão desde 2019 segue sendo avaliada

Governo aposta em estratégias alternativas para garantir a estabilidade da rede elétrica sem o Horário de Verão - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Governo aposta em estratégias alternativas para garantir a estabilidade da rede elétrica sem o Horário de Verão - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 24/09/2025, às 19h36


O Ministério de Minas e Energia (MME) reafirmou, na semana passada, que não existem planos para a reintrodução do Horário de Verão em 2025, apesar das especulações que surgiram recentemente sobre o tema. A medida, que está suspensa desde 2019, permanece "em avaliação permanente", mas não é considerada necessária no atual cenário do setor elétrico.

De acordo com o MME, o Horário de Verão foi implementado com o intuito de reduzir o consumo de energia elétrica, otimizando o uso da luz natural ao adiantar os relógios em uma hora. No entanto, essa lógica se mostrou menos eficaz nos últimos anos devido a mudanças nos padrões de consumo energético da população.

Com o aumento do uso de ar-condicionado e outros aparelhos de refrigeração, a demanda por eletricidade agora atinge seu pico nas tardes mais quentes, período em que as vantagens do Horário de Verão são limitadas. Em nota oficial, o ministério destacou: "As alterações nos hábitos de consumo de energia deslocaram a maior parte da utilização para a tarde, fazendo com que o Horário de Verão deixasse de ser eficaz para os objetivos iniciais que justificaram sua implementação".

Além disso, estudos realizados pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) corroboraram essa análise, indicando que os benefícios econômicos associados ao Horário de Verão já não são suficientes para justificar sua adoção. Os resultados apontaram que a política pública não tem mais produzido os efeitos desejados na redução do consumo energético.

O ministro Alexandre Silveira reiterou que o retorno do Horário de Verão só será considerado em situações críticas, como escassez de energia durante períodos de seca. No entanto, atualmente, esse risco não é uma preocupação para o governo. O MME afirma que o sistema elétrico está preparado para atender à demanda até fevereiro de 2026, conforme avaliação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

As condições dos reservatórios também estão sendo avaliadas positivamente. Para garantir a estabilidade da rede elétrica, o governo está apostando em outras estratégias, incluindo:

  • Aumento da produção em hidrelétricas estratégicas como Itaipu e aquelas localizadas ao longo do rio São Francisco;
  • Redução da vazão em usinas no Paraná quando necessário para preservar os níveis dos reservatórios.

Diante desse contexto, o governo conclui que não há necessidade imediata de reimplantar o Horário de Verão como uma medida emergencial.


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