O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que inflação na Venezuela chegará a 10.000.000% em 2019. Para 2018, o órgão prevê que o índice atingirá

Redação Publicado em 09/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 14h37
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que inflação na Venezuela chegará a 10.000.000% em 2019. Para 2018, o órgão prevê que o índice atingirá 1.350.000%, ante uma previsão anterior de até 1.000.000%. As estimativas fazem parte do relatório Perspectiva Econômica Mundial, divulgado nesta segunda-feira (8).
De acordo com o FMI, estima-se que a hiperinflação “se agrave rapidamente” na Venezuela, “impulsionada pelo financiamento monetário de grandes déficits fiscais e pela perda de confiança na moeda”.
A Assembleia Nacional da Venezuela, parlamento controlado pela oposição ao governo de Nicolás Maduro, informou por sua vez que a inflação do país em 2018 deverá ser de quase 4.300.000%.
No relatório divulgado hoje, o FMI manteve a previsão de que a economia da Venezuela recuará 18% em 2018, e 5% em 2019, pressionada “pela queda na produção de petróleo e instabilidade política e social”.
Em 2017, o PIB (Produto Interno Bruto) da Venezuela recuou 14%, na quarta queda anual consecutiva.
Em agosto, o governo de Nicolás Maduro anunciou o corte de cinco zeros da moeda local, que passou a se chamar bolívar soberano, numa tentativa de controlar a hiperinflação no país. O pacote de Maduro, contudo, foi recebido com ceticismo por analistas e pela oposição.
O parlamento venezuelano, que informa os números da inflação desde janeiro de 2017 de forma independente do governo, já que o Banco Central está há mais de dois anos sem dar estes dados, disse no começo de setembro que o último pacote de medidas econômicas anunciado por Maduro “disparou a hiperinflação” que afeta o país desde outubro de 2017.
Em entrevista coletiva, o legislador Juan Andrés Mejía disse que a inflação no país “não vai cair, mas aumentar”, e recomendou aos venezuelanos comprar “algum ativo” com o dinheiro que tenham nos bancos, destaca a agência EFE. “Não deixe dinheiro no banco, para que pelo menos não perca seu valor”, afirmou.
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